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sábado, 17 de setembro de 2011

"White Cat" de Holly Black


"You know what they used to say about boys like you? Clever as the devil and twice as pretty". (p. 122)
"Você sabe o que costumam dizer sobre  garotos como você? Inteligente como o diabo e duas vezes mais bonito"

No mundo criado por Holly Black, uma em cada mil pessoas nascem amaldiçoadas. Elas possuem poderes de transformar a sorte, a memória, as emoções de uma pessoa com um leve toque das mãos. Como utilizar estes poderes é algo proibido por lei, todos - mesmo aqueles que não possuem - são obrigados a sempre usarem luvas.
Cassel não faz parte destes "amaldiçoados", mas ele é o único da família Sharpe. Sua mãe, avô e seus dois irmãos mais velhos, cada um deles são "curse workers", ou seja, utilizam desta maldição como uma forma de ganhar dinheiro e isto os tornam criminosos.  Não à toa que a mãe de Cassel esta presa há anos. O envolvimento da família Sharpe com mafiosos é maior do que se imagina.

Apesar disto, Cassel mesmo não sendo um "curse worker", utiliza outras técnicas para conseguir o que quer: a trapaça. A mentira. Sua capacidade de enganar as pessoas. E, mesmo tentando viver de forma mais normal e discreta possível, ele não consegue se livrar do passado. A lembrança de um terrível acontecimento o atormenta: o dia que matou sua melhor amiga, Lila. Isto prova que mesmo que não possua a mesma maldição que seus familiares, Cassel é tão criminoso quanto todos eles. Ele não pode fugir desta terrível realidade, mesmo que as lembranças daquele dia fatídico lhe pareça tão embaçada e fragmentada.

Contudo, Cassel vê todo o seu esforço de ser normal desmoronar quando lhe surge problemas de sonambulismo e, em uma noite, após sonhar com um gato branco, acorda no telhado do colégio só de cueca! Após este incidente, Cassel falha em convencer ao diretor e professores que não estava tentando se matar e é, então, mandado de volta para casa.
Além de tentar descobrir o porquê deste ataques repentinos de sonambulismo, e sempre quando sonha com o tal gato branco, agora em casa Cassel estará mais próximo de descobrir os segredos de sua família e assim como estará mais próximo de se envolver nos cruéis jogos da máfia.

"White Cat" é uma leitura cheia de mistério e com um desfecho surpreendente. O protagonista, Cassel é um personagem muito carismático. É incrível as confusões em que ele se mete, e mesmo que alguns de seus planos sejam bons, sempre algo de errado acontece. Ou ele fala mais do que deveria, ou se esquece de planejar algum detalhe, ou algo fora dos planos surge e Cassel se encontra cada vez mais enrolado em tanta confusão. Cassel está envolvido em grande jogo e são tantos segredos a desvendar... Claro que se envolver com a máfia é algo muito perigoso e tudo Cassel tem para lutar é sua capacidade de mentir e trapacear.
Descrevendo Cassel assim, como trapaceiro e mentiroso, pode parecer que ele é um bad boy, mas não é. Eu diria que Cassel é um anti-herói. Pois apesar de tudo, ele tem um bom coração e tenta consertar as coisas à sua maneira.
O desenrolar da história, o desvendar destes segredos, acontece de forma gradativa e como Cassel é o narrador, junto com ele tentei montar as peças deste quebra-cabeça e assim fiquei cada vez mais envolvida na narrativa.

O único defeito do livro, na minha opinião, é a falta de um bom romance. Isto, para mim, é algo que não pode faltar em uma história. E é apenas por este motivo que o livro não entrou para minha lista de favoritos. Não que não tenha romance, mas foi bem fraquinho. Acredito que isto possa mudar no segundo livro da série "Curse Workers", chamado "Red Glove" do qual estou louca para ler!

A Bell do blog NUPE escreveu uma resenha que me convenceu a ler este livro, se quiser conferir CLIQUE AQUI.

Literatura Estrangeira
Série The Curse Workers #1
Editora: McElderry Books
Publicado em: 2010
Formato: Hardcover
Número de páginas: 310
Categoria: Ficção
Idioma: Inglês
Nota: 5/5


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quinta-feira, 31 de março de 2011

"Crescendo" de Becca Fitzpatrick


Nora deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch (quem, título à parte, pode ser descrito como qualquer coisa, menos angelical), e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Marcie Millar. Sem contar que Nora é assombrada por imagens de seu pai e ela fica obcecada querendo descobrir o que realmente aconteceu com ele naquela noite em que ele partiu para Portland e nunca voltou para casa. Quanto mais Nora se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o porquê de ela estar em perigo com mais freqüência do que as garotas normais. Já que Patch não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Nora em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Patch ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar?

Eu comprei "Crescendo", pois após ler várias resenhas negativas - depois de tantas resenhas positivas sobre o primeiro livro da série, "Sussurro" - eu sabia que precisava tirar minhas próprias conclusões. Mas o livro chegou e não eu estava muito animada a lê-lo. O que me fez não resistir a ele foi... bem, o cheiro. rs. Sim, eu sei que sou louca, mas eu adoro cheiro de livro novo, e especificamente neste, fiquei viciada. Eu o pegava toda a hora para sentir novamente o cheirinho, e então no fim, decidi lê-lo (tudo bem, podem mandar me internar)!

Para minha surpresa, o livro foi muito melhor que eu esperava. Na minha opinião,  este segundo livro está ainda até melhor que o primeiro. Ao contrário da maioria, eu não me irritei com a Nora, eu dei é muitas risadas! Eu nunca iria imaginar que Nora se meteria em briga,  invadiria lugares e pularia da janela! Tudo bem, a Nora continua obsessiva pelo Patch, mas sem deixar totalmente de viver. E se vocês querem realmente saber, foi ele quem me irritou a história toda. A tipinho "bad boy" dele podia até ser sexy no livro anterior, porém neste segundo livro perdeu o encanto para mim... Lógico que ao fim suas atitudes são todas justificadas. O desfecho, por sinal, é bem clichê, mas ainda assim me deixou curiosa para ler o próximo, "Silence".
A leitura continua envolvente, não foi nenhum sacrifício para mim lê-lo até o fim, e o fiz em dois dias.

As opiniões sobre a obra tem sido muito divergente pelos blogueiros, portanto eu digo, especialmente para quem leu o primeiro livro e gostou, que leia também este segundo para tirar suas próprias conclusões.

Literatura Estrangeira
Editora: Intrínseca
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 288
Categoria: Ficção/ Sobrenatural
Idioma: Português
Nota: 5/5


*A sinopse foi retirada do site skoob, estou meio que com preguiça de escrever, desculpem.
* Eu REALMENTE esqueci esta semana do TOP 10!! Semana que vem, sem falta, eu vou postar!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Cilada" de Harlan Coben


Assim como no livro "Confie em mim", Harlan Coben apresenta neste livro histórias paralelas que vão se entrelaçando conforme o avanço da leitura e assim encaixando cada peça do quebra-cabeça.

Em "Cilada - Ninguém consegue escapar das próprias mentiras" ocorre a seguinte trama:

Dan Mercer é um assistente social divorciado que cresceu sob a guarda provisória de diversas famílias, mesmo com as muitas dificuldades consegue se formar em Princenton - uma das melhores univerdades do país - e agora trabalha em um centro comunitário como treinador de basquete.
Em um dia fatídico, ele recebe a ligação de uma garota chamada Chynna que pede a ele para que a encontre em sua casa. Preocupado, imaginando que a garota poderia estar com algum problema - e contrariando a sua intuição - Dan vai ao encontro de Chynna e lá se depara com câmeras de TV e a repóter Wendy Tynes que desmascara pedófilos que atraem crianças utilizando a internet em rede nacional. Dan vai a julgamento e é inocentado por falta de provas, porém sua vida está arruinada e sua reputação perante a sociedade também, que o julga e o despreza. Ele se vê obrigado a se mudar de tempos em tempos e se esconder como fugitivo de pais raivosos que não aceitam a decisão da justiça e não confiam no sistema judiciário.
Wendy Tynes está convicta de que Dan é culpado, mesmo que a ex-mulher dele afirme com uma convicção ainda maior que isto não é possível, mas ela precisa ir à fundo na investigação pois seu emprego está por um fio e seu renome como jornalista está sujo desde o veredicto. Ela não poderia ter arruinado a vida de um homem inocente, poderia?
Para piorar, um dos pais raivosos que procuram por vigança no caso de Dan, procura Wendy para convencê-la a ajudar em um plano de execução. Se a justiça não cumpriu seu papel, que seja então feita pelas próprias mãos, certo? Wendy recusa, mas naquele mesmo dia tinha um encontro marcado com Dan para uma conversa; ninguém sabe seu endereço além de Wendy e quando ela chega ao local - um trailer em um lugar um tanto deserto - fica espantada ao ver Dan com a cara toda esmurrada. Entretanto, eles mal têm tempo de conversar, um homem mascarado invade o local e atira em Dan na frente dela, e apesar do assassino estar todo coberto, Wendy consegue reconhecer nele o mesmo relógio do homem que a procurou aquela tarde.
Pararelo a história de Dan Mercer e Wendy Tynes, está a garota desaparecida Haley McWaid de 17 anos. Uma garota bonita, estudiosa, que sonha entrar para uma boa faculdade, mas que uma noite não retorna para casa e meses se passam sem que haja notícias dela. O que terá acontecido com Haley? 

Esta é uma história que, para mim,  foi totalmente imprevísivel e durante a leitura me deixou com tantas dúvidas e lacunas para preencher que logo me encontrei presa a trama. A narrativa de Coben é fluente e ele alterna em cada capítulo o foco da história, ao menos ao início enquanto as histórias permanecem paralelas, contudo aos poucos elas vão se entrelaçando.
Até as últimas páginas fiquei em dúvida se Dan realmente era ou não um pedófilo, e todos os personagens de uma forma ou de outra foram me surpreendendo no desenvolver de história; todos têm seus segredos guardados: culpas, medos, mentiras, fatalidades escondidos.
O autor cita temas atuais em suas obras, nesta ele trata da pedofilia e o bullying, e também retrata a importância do perdão.
Eu não sou muito fã de romance policiais, li alguns mas são poucos os que conseguem me prender. Para se ter uma ideia, o último livro de Agatha Christie que li, demorei mais de um mês para terminar. Como não são muitas as histórias do gênero que li, talvez eu seja suspeita para dar minha opinião se não tenho muito com o que comparar. Entretanto, eu gostei bastante desta obra e quero ler mais livros de Harlan Coben, pois foi um dos poucos autores do gênero que conseguiu me cativar.

Editora: Sextante
Publicado em: 2010
Formato: Brochura
Número de páginas: 272
Categoria: Ficção/Policial
Idioma: Português
Nota: 4/5


terça-feira, 22 de junho de 2010

"O peso do silêncio" de Heather Gudenkauf


Sinopse: Aconteceu numa quieta manhã de agosto... Duas famílias acordam para um pesadelo. Suas filhas sumiram na noite! Calli com sete anos, doce, meiga e muda. Petra, sua melhor amiga, sua alma gêmea e sua voz. Agora, estas famílias estão unidas pelo mistério do que aconteceu a suas filhas. E a solução está oculta no silêncio de seus próprios segredos... Uma história explosiva. Um suspense de tirar o sono. Mas acima de tudo, um romance sobre laços de família e emoções humanas vistas pelos olhos dos muitos envolvidos neste drama.

Um livro que possui uma história triste e emocionante. A forma como a autora escreve é envolvente e cheia de sensibilidade. Eu me emocionei em diversos capítulos.
Cada capítulo é narrado por um personagem - esta narração é intercalada entre os integrantes da família Clark: Antonia (mãe), Griff (pai), Ben (irmão) e Calli (uma das meninas desaparecidas); e por Martin (pai de Pietra, melhor amiga de Calli e também desaparecida) e por Louis (assistente de xerife). Essas diferentes narrações deixam o livro ainda mais interessante, deixando uma sensação de ser um quebra-cabeça a ser montado além de dar um toque mais íntimo à história narrada. Conforme vai ocorrendo a investigação o passado desses personagens vão se desvendando e se encaixando com os acontecimentos atuais da história.
Fiquei com o coração apertado e por diversas vezes meus olhos ficavam embaçados durante a leitura e uma ou outra lágrima rolava. Lágrimas pelas crianças desaparecidas e pelo desespero de seus pais, lágrimas por decisões erradas que mudam toda uma vida; e, principalmente, eu chorei por saber ser tão realista uma história tão triste como esta, por a maldade ser algo tão real e tão próxima.
Percebe-se ser um livro bem dramático e para as choronas - ou os chorões - como eu, não se esqueçam dos lencinhos antes de iniciar a leitura de "O peso do silêncio"!