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sábado, 17 de setembro de 2011

"White Cat" de Holly Black


"You know what they used to say about boys like you? Clever as the devil and twice as pretty". (p. 122)
"Você sabe o que costumam dizer sobre  garotos como você? Inteligente como o diabo e duas vezes mais bonito"

No mundo criado por Holly Black, uma em cada mil pessoas nascem amaldiçoadas. Elas possuem poderes de transformar a sorte, a memória, as emoções de uma pessoa com um leve toque das mãos. Como utilizar estes poderes é algo proibido por lei, todos - mesmo aqueles que não possuem - são obrigados a sempre usarem luvas.
Cassel não faz parte destes "amaldiçoados", mas ele é o único da família Sharpe. Sua mãe, avô e seus dois irmãos mais velhos, cada um deles são "curse workers", ou seja, utilizam desta maldição como uma forma de ganhar dinheiro e isto os tornam criminosos.  Não à toa que a mãe de Cassel esta presa há anos. O envolvimento da família Sharpe com mafiosos é maior do que se imagina.

Apesar disto, Cassel mesmo não sendo um "curse worker", utiliza outras técnicas para conseguir o que quer: a trapaça. A mentira. Sua capacidade de enganar as pessoas. E, mesmo tentando viver de forma mais normal e discreta possível, ele não consegue se livrar do passado. A lembrança de um terrível acontecimento o atormenta: o dia que matou sua melhor amiga, Lila. Isto prova que mesmo que não possua a mesma maldição que seus familiares, Cassel é tão criminoso quanto todos eles. Ele não pode fugir desta terrível realidade, mesmo que as lembranças daquele dia fatídico lhe pareça tão embaçada e fragmentada.

Contudo, Cassel vê todo o seu esforço de ser normal desmoronar quando lhe surge problemas de sonambulismo e, em uma noite, após sonhar com um gato branco, acorda no telhado do colégio só de cueca! Após este incidente, Cassel falha em convencer ao diretor e professores que não estava tentando se matar e é, então, mandado de volta para casa.
Além de tentar descobrir o porquê deste ataques repentinos de sonambulismo, e sempre quando sonha com o tal gato branco, agora em casa Cassel estará mais próximo de descobrir os segredos de sua família e assim como estará mais próximo de se envolver nos cruéis jogos da máfia.

"White Cat" é uma leitura cheia de mistério e com um desfecho surpreendente. O protagonista, Cassel é um personagem muito carismático. É incrível as confusões em que ele se mete, e mesmo que alguns de seus planos sejam bons, sempre algo de errado acontece. Ou ele fala mais do que deveria, ou se esquece de planejar algum detalhe, ou algo fora dos planos surge e Cassel se encontra cada vez mais enrolado em tanta confusão. Cassel está envolvido em grande jogo e são tantos segredos a desvendar... Claro que se envolver com a máfia é algo muito perigoso e tudo Cassel tem para lutar é sua capacidade de mentir e trapacear.
Descrevendo Cassel assim, como trapaceiro e mentiroso, pode parecer que ele é um bad boy, mas não é. Eu diria que Cassel é um anti-herói. Pois apesar de tudo, ele tem um bom coração e tenta consertar as coisas à sua maneira.
O desenrolar da história, o desvendar destes segredos, acontece de forma gradativa e como Cassel é o narrador, junto com ele tentei montar as peças deste quebra-cabeça e assim fiquei cada vez mais envolvida na narrativa.

O único defeito do livro, na minha opinião, é a falta de um bom romance. Isto, para mim, é algo que não pode faltar em uma história. E é apenas por este motivo que o livro não entrou para minha lista de favoritos. Não que não tenha romance, mas foi bem fraquinho. Acredito que isto possa mudar no segundo livro da série "Curse Workers", chamado "Red Glove" do qual estou louca para ler!

A Bell do blog NUPE escreveu uma resenha que me convenceu a ler este livro, se quiser conferir CLIQUE AQUI.

Literatura Estrangeira
Série The Curse Workers #1
Editora: McElderry Books
Publicado em: 2010
Formato: Hardcover
Número de páginas: 310
Categoria: Ficção
Idioma: Inglês
Nota: 5/5


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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Miss Brontë" de Juliet Gael

"Parecia que o próprio sonho se realizara como sempre se realizam, a seu tempo e de maneira inesperada". (p. 359)


"Miss Brontë" se trata de uma ficção biográfica sobre uma renomada escritora da literatura inglesa: Charlotte Brontë.
Filha de um pastor - Patrick Brontë - quase cego e depressivo e tendo como único varão da família o irmão Branwell que, além de desempregado, entregou-se a bebida após se apaixonar perdidamente por uma mulher casada cujo marido era quem lhe pagava o salário como tutor. E, apesar do intelecto aguçado, seu ego era enorme e Charlotte acreditava que a culpa disto estava no tratamento indulgente na criação do irmão. Sabendo que não poderia contar com ele, ela buscava por alternativas para acrescentar o sustento da família. Mas sua tentativa em transformar sua casa em uma pequena escola, como internato, fracassara e a probabilidade de ela e as irmãs, Emily e Anne, terem de se separar para voltar ao trabalho como preceptoras novamente, não agradava a nenhuma delas. Queriam estar juntas. Mesmo que a vida em Haworth - um vilarejo na Inglaterra - fosse tão enfadonha. As reclusas irmãs Brontë não se importavam, pois se costumaram a recorrer à imaginação para que vida fosse menos fastidiosa, desde a infância criavam histórias de mundos imaginários cheios de emoção e aventura.

"Charlotte tinha pouco controle sobre o que emergia. Acreditava na supremacia da livre imaginação. (...); as ideias despontavam naturalmente". (p. 80)

Charlotte surge então com a ideia de que Emily deveria publicar as poesias que costuma escrever, mas com a recusa obstinada da irmã, muda de tática para convencê-la: propõem que as três publiquem juntas seus poemas. Emily aceita a proposta, porém com uma condição: deveriam publicar sob um pseudônimo e manter completo sigilo sobre a publicação. Nem mesmo seu pai e irmão, ou qualquer amigo por mais íntimo que fosse, poderia saber. Charlotte aceita a condição e é ela quem procura por um editor e, ao encontrar, elas tomam a decisão de utilizar uma parte do dinheiro que lhes fora deixado de herança pela tia para bancar a publicação. Os nomes escolhidos por elas como pseudônimo seriam masculinos: Curter (Charlotte), Acton (Anne) e Ellis (Emily) Bell (Brontë).

Apesar do fracasso nas vendas do livro - apenas dois exemplares foram vendidos -, as irmãs estavam contaminadas com a excitação de escrever e publicar e estavam decididas a escrever um romance desta vez. Foi quando Emily escreveu "O morro dos ventos uivantes", Anne escreveu "Agnes Gray" e Charlotte, "O professor". O romance de Emily e Anne foram publicados, mas nenhuma editora aceitara a produção de Charlotte. Ela mesma não estava muito satisfeita com o romance que parecia não exprimir paixão à altura do que fora sua inspiração: um professor de quando estudara em Bruxelas por quem se apaixonou. Mas uma nova ideia para uma trama surgia em sua mente e quando partiu para Manchester para acompanhar o pai em sua cirurgia para a catarata e por lá teve que permanecer durante um mês - pois era o tempo determinado pela médico para a recuparação de seu pai -, é que, então, deu vida a sua maior obra "Jane Eyre". Esta obra lhe trouxe grande sucesso, mas por um bom tempo teve de permanecer escondida sob seu pseudônimo pela promessa feita à irmã.

Poucos foram os homens que alcançaram o coração de Charlotte, como o tal professor de Bruxelas e o seu editor George Smith, mas somente um a amou intensamente. Por muito tempo Charlotte lutou contra os sentimentos de Arthur Nicholls, um pároco-assistente que trabalhava para seu pai. Um homem pobre e turrão, de um intelecto que não alcançava ao de sua amada, mas de bom coração. Charlotte, finalmente, se permitiria ser amada?

Amor, fracasso e sucesso, perdas, laços e conflitos familiares. Todos os elementos que compõem a vida de Charlotte Brontë estão presentes neste livro. A autora de "Miss Brontë" se ateve ao máximo na história biográfica para compor esta obra que nos permite permear na intimadade da família Brontë.
Para mim, que tenho um enorme apreço pelas clássicas obras das irmãs Brontë, foi simplesmente delicioso me sentir tão próxima das autoras. Quase que o livro todo me pareceu verossímil, em muitos momentos mesmo aquelas partes em que são claramente imaginadas pela autora me pareciam próximas de serem verdadeiras. Com exceção das últimas cem páginas em que, na minha opinião, foram tão romanceadas que aparentaram claramente falsas, e ocorreram algumas mudanças que me pareceram bruscas no comportamento de alguns personagens. Também não posso deixar de comentar que o excesso de informação - que eram, para mim, muitas vezes interessantes - em alguns momentos deixa a leitura um pouco cansativa. Percebe-se que a autora tentou incluir o máximo de informações possíveis na história, mas ainda assim boa parte da vida da autora não é mencionada no livro que inicia sua trama com Charlotte já adulta.
Ainda assim, admito que me emocionei ao me perder nas páginas de "Miss Brontë", e que Charlotte me surpreendeu por ter sido uma pessoa tão forte e ter enfrentado tanta tristeza e dificuldade.
Adorei reconhecer as autoras e suas histórias no romances que escreveram, e lamento ainda não ter lido outras obras de Charlotte, além de "Jane Eyre" que eu amo tanto. Espero que "Villette" e "Shirley" sejam publicadas aqui no Brasil. Mas enquanto isto, vou à caça por estas obras em sebos ou por edições estrangeiras.
Enfim, eu gostei bastante e recomendo!

Literatura Estrangeira
Editora: Laurosse
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 400
Categoria: Ficção Biográfica
Idioma: Português
Nota: 4/5
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Die for me" de Amy Plum

"Would you risk your life for love?"


"(...) "I'm a gentleman through and through," he responded in a quiet voice. "I would throw my coat over puddle for you any day."
"I'm no damsel in distress" I retorted as the train pulled to a stop.
"Whew - well, that's a good thing" he said, breathing a fake sigh of relief." (p. 43)
"(...) "Eu sou um cavalheiro por completo", ele respondeu em voz baixa. "Eu jogaria meu casaco sobre a poça para você todo o dia."
"Eu não sou donzela em perigo", retorqui com o trem a parar.
"Ufa - bem, isso é uma coisa boa", disse ele, dando um falso suspiro de alívio ".

Antes de tudo, agradeço a Yasmin do blog "Guria que lê" pela oportunidade que me ofereceu para participar do book tour deste livro!

Sinopse: Minha vida sempre foi alegre e maravilhosamente normal. Mas em apenas um momento tudo mudou.
De repente, minha irmã, Georgia, e eu estávamos órfãos. Nós empacotamos nossas vidas e nos mudamos para Paris para morar com nossos avós. E eu sabia que com meu coração despedaçado, minha vida despedaçada, nunca iria me sentir normal novamente. Então eu conheci Vincent.
Misterioso, sexy e irritantemente encantador, Vincent Delacroix apareceu do nada e me arrebatou. Eu corria o perigo de perder o meu coração de novo. Mas estava pronta para deixar isso acontecer.
Claro, nada é assim tão fácil. Porque Vincent é nenhum ser humano normal. Ele tem um destino terrível, um que coloca sua vida em risco todos os dias. Ele também tem inimigos. . . imortais, inimigos assassinos que estão determinados a destruí-lo e todos os da sua espécie.
Enquanto eu estou lutando para juntar os restos de minha vida, posso colocar meu coração em risco, assim como minha vida e a da minha família, por uma chance no amor?

Kate perdeu os pais recentemente em um acidente de carro e ela e sua irmã Georgia mudaram-se para Paris, onde moram com os avós.
Georgia e Kate  lidam com a dor de tão grande perda de forma bem diferente, já que possuem personalidades tão distintas. O que não impede de serem bem próximas uma da outra. Georgia é extrovertida, cheia de amigos e baladeira, enquanto Kate gosta muito de ler e frequentar museus e deste que chegou a Paris mal saiu de casa e fez amigos. Apenas depois de muita insistência de seus avós e sua irmã, acompanhada de um bom livro, Kate resolve sair um pouco mais de casa, e começa a passar seus dias em um café da redondeza completamente imersa em suas leituras.
Em um desses dias, repara que há um grupo de garotos sentados por lá, e um deles não para de encará-la. E ele é lindo. Possui uma beleza sobre-humana. E deste dia em diante, parece que ela o encontra com mais frequência e em situações inusitadas. Ela sente medo, como um sentimento que a alerta para se distanciar, mas também sente uma atração intensa por ele.

Eu já li algumas resenhas sobre o livro, mas como eu leio diversas resenhas todos os dias, eu confesso que não me recordava sobre o quê se tratava a história. E isto foi um ponto positivo, pois fui pega totalmente de surpresa! E é por isto que fiz uma sinopse bem curtinha, mesmo que por aí tenham resenhas que contam sobre que ser sobrenatural se trata nesta trama. A história tendia a seguir por um lado e de repente, Amy Plum introduz algo que, para mim, foi bem diferente. No início até estranhei, mas aos poucos ela introduz explicações e elementos interessantes aos tais seres sobrenaturais e no fim gostei da ideia. Não se trata de nenhum ser sobrenatural original, criado pela autora, mas ela transformou um ser que existe em algo interessante... Pelo menos, eu achei.Além disso, o enredo se passa nas ruas de Paris, entre cafés, museus e boates, e não em uma escola do ensino médio americana, então mais um ponto para o livro!

Outro ponto em que o livro me ganhou foi o fato de eu me identificar bastante com a protagonista, e sua irmã Georgia me lembrou uma grande amiga que tenho.
Apesar do ser sobrenatural e do cenário diferentes,  e do romance entre Vicent e Kate ser bonito, a leitura não me arrebatou. Vicent é um fofo, mas não entrou para lista de Literary Crush, e os trechos românticos não me fizeram suspirar... E, a história é essencialmente a mesma que temos visto por aí.
Não é um livro ruim. Não mesmo. É uma leitura rápida, há personagens carismáticos - inclusive os secundários -, e tem até alguma ação entre a história de amor. Mas o tema já está bem gasto.
Eu não sei o que acontece comigo, mas estou me sentindo um tanto crítica com as minhas leituras ultimamente...

Literatura Estrangeira
Editora: Atom
Publicado em: 2011
Formato: Paperback
Número de páginas: 344
Categoria: Ficção
Idioma: Inglês
Nota: 3/5

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Anna e o Beijo Francês" de Stephanie Perkins

"É possivel que lar seja uma pessoa e não um lugar?" (p. 195)


"Quero memorizar o seu cheiro, o toque de sua pele, um dos seus braços, agora contra o meu, e a solidez de seu corpo. Não importa o que aconteça, vou me lembrar disso pelo resto da minha vida.
Estudo o seu perfil. Os lábios, o nariz, os cílios. Ele é tão bonito.
(...)
O que é isto? É paixão? Ou outra coisa tudo junto? E é possível que me sinta assim por ele sem que os sentimentos sejam recíprocos?" (p. 141)


Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto - que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?
(retirado do skoob)

"Ele ajeita um lugar na cama e se deita. - Ai - ele diz.
- O que foi?
- Meu cinto. Seria estranho se...
Agradeço por ele não conseguir me ver corar. - Claro que não. - E ouço o desafivelar do cinto conforme ele o tira das calças. Coloca-o no chão de carvalho.
-Hummm - ele diz. - Seria estranho se...
- Sim.
- Ah, se liga. Não estou falando da calça. Só quero saber se posso entrar debaixo das cobertas. Aquela brisa é horrível." (p.140)

Stephanie Perkins não poderia ter escolhido um cenário mais perfeito como Paris, a Cidade Luz, para dar vida a esta história. E nem poderia ter criado uma protagonista tão carismática quanto a Anna e um par tão gentil e simpático para ela quanto o tal americano com sotaque britânico que vive na França, Étienne St. Clair.

A autora dá um tom leve e descontraído à narrativa que faz com se devore o livro e seja esta uma leitura rápida. Suas descrições de Paris são tão apaixonantes que uma vontade tão grande de estar lá surgiu em mim de forma tão intensa que até me deprimiu. Sempre tive vontade de conhecer a França, mas nunca tive interesse tão grande. Agora Paris está incluída em meus sonhos! Quero visitar cada museu e, assim como a persongem, fazer um pedido no Point Zéro, conhecer a livraria "Shakespeare & Company", além de Notre-Dame, Louvre, Panteão  e tomar um café feito pelos Franceses!

Voltando ao livro, o romance da trama é doce, a protagonista é divertida e espirituosa, e o apaixonante St. Clair me fez suspirar. Eu me identifiquei com a Anna em muitos momentos. O livro parecia que entraria para minha lista de favoritos, pois curti demais a leitura, entretanto chegou a um certo ponto na história que me decepcionei só um pouquinho com certas situações. Mas pensando bem, isto não foi tão ruim, pois significa que as coisas não ocorreram como eu imaginava e isto quebrou o que poderia ter sido óbvio e clichê, contudo tirou um pouco da magia do romance. Ainda assim, não tirou todo o brilho da leitura.
Este é um livro que eu leria de novo, pois acredito que me faria me apaixonar outra vez, por St. Clair e por Paris!

Quero uma edição deste livro em inglês, pois há erros de revisão e diagramação!

Literatura Estrangeira
Título original: Anna and the French Kiss
Editora: Novo Conceito
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 288
Categoria: Ficção
Idioma: Português
Nota: 5/5

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Eu fui a melhor amiga de Jane Austen" de Cora Harrison

"Jane disse que se for para eu ser heroína desta história, um herói surgirá no meu caminho..."


" - Acredito que, no fundo, você está mais interessada em escrever romances do que encontrar um jovem rapaz, Jane.
Jane não estava ouvindo. Retirou sua escrivaninha da gaveta, colocou-a sobre a mesa, e depois mergulhou a pena no tinteiro de chifre.
- O que está escrevendo agora? - perguntei, dirigindo-me ao outro lado para olhar sobre seu ombro. Jane não é igual a mim: sua escrita nunca é particular.
- Estou escrevendo um final feliz - respondeu com grande seriedade. - Decidi que todo bom romance precisa de um final feliz e este aqui provavelmente me será útil um dia." (p. 309)

Jane Austen está muito doente e seu cuidado tem sido negligenciado pela Sra. Cawley - a diretora do internato em que Jane e sua prima Jenny Cooper vivem. A aflição de Jenny pelo estado de saúde de sua prima é tão grande que a tímida e meiga menina decide que precisa avisar os tios - Sr. e Sra. Austen - a qualquer custo da situação em que se encontra a sua tão querida Jane, mesmo que Sra. Cawley a tenha proibido terminantemente de enviar qualquer aviso à família. Só resta a Jenny desafiar suas ordens, saindo escondida do internato durante a noite - arriscando sua vida e reputação - para colocar a carta no correio.

Percorrendo as escuras ruas de Southampton, fugindo de bêbados e estranhos, a assustada Jenny encontra um gentil cavalheiro para lhe resgatar. O Capitão Thomas Williams a acompanha até o correio e de volta ao internato garantindo a segurança da jovem após Jenny lhe explicar as aflições que fizeram a donzela se arriscar. Jenny fica encantada pelo cavalheiro, mas teria alguma chance de se reencontrarem novamente? E, se se reencontrassem, seria ele capaz de guardar seu segredo ou a arruínaria contando a todos o que fez?

Quando o Sr. e Sra. Austen tomam ciência do estado de Jane, imediatamente partem para buscá-la e ao chegar encontram também a sobrinha muito doente. Sendo Jenny órfã, assumem os cuidados para com a garota e autorizada pelo irmão mais velho, Edward-John - que seria o responsável legal por Jenny -, ela passa a morar com a família Austen.
Lá, ao lado de sua prima e melhor amiga Jane Austen - e em meio aos seus muitos primos -, Jenny será muito cortejada, participará de bailes e se apaixonará!

Estou encantada! Este livro é uma fofura do início ao fim. É uma leitura leve e agradável, com cavalheiros galanteadores, bailes e uma jovem - Jenny Cooper - aprendendo a se apaixonar; desde o sentir o coração palpitar, e até conhecer o ciúmes e a decepção. Claro que sua prima Jane a ajudará, sendo sua confidente e conselheira. Jane Austen é retratada neste livro do que jeito que gosto de imaginar que deveria ser: espirituosa, criativa, divertida e cheia de personalidade! Já Jenny é uma menina bonita, amável e tímida, e devo acrescentar, que se apaixona e desapaixona fácil! Mas, no fim, ela faz a escolha certa!

Acho importante deixar claro que é um livro infantojuvenil, os protagonistas são adolescentes e a história é contada em forma de um diário. Digo isto, pois eu meio que esperava outra coisa quando recebi o livro, o que me desanimou um pouco quando o iniciei, mas a leitura fluiu melhor quando fui me desapegando desta pequena frustração (eu nem tinha reparado que o livro faz parte do selo "Jovens Leitores" da Rocco!rsrs).

Obviamente, me deleitei em viver na casa dos Austens, ter Jane como melhor amiga e viver um romance tão doce, enquanto vivi como Jenny Cooper na leitura desta obra. E, enquanto lia, eu me perguntava todo o tempo o quanto da história seria criação da autora e o quanto teria sido real, portanto quando cheguei nas últimas páginas onde há a "nota do autor" fiquei maravilhada em descobrir o quanto da história foi realmente verdadeira. Muitos detalhes eu desconhecia, e fiquei desejando muito por uma biografia da autora para descobrir mais e mais. Não são só as criações literárias de Jane Austen que me fascinam, mas também sua própria história.

As páginas possuem ilustrações, que seriam os desenhos da própria personagem de Jenny Cooper. Achei uma gracinha! Vejam:



Literatura Estrangeira
Título original: I was Jane Austen's best friend: A secret diary
Editora: Rocco
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 320
Tradução: Dilma Machado
Classificação: Infantojuvenil
Idioma: Português
SKOOB - GoodReads
Nota: 4/5

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Não sou este tipo de garota" de Siobhan Vivian


"Perversa ou inofensiva?
Confiável ou hipócrita?
Controlada ou insensata?"

Sinopse: A vida é sobre suas decisões e escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de sempre fazer as melhores. Ela ignora os caras populares e babacas da escola, sempre ganha medalhas de honra e está prestes a ser a primeira estudante jovem a ser presidente do conselho estudantil em anos. Se apenas todas as outras garotas fossem tão sensíveis e fortes. Como o grupo de novatas que querem ser brinquedos dos jogadores de futebol. Ou sua melhor amiga, que tomou uma decisão idiota que quase arruinou sua vida. Mas ser sensível e forte não é fácil. Não quando uma brincadeira quase a faz ser expulsa. Não quando seus conselhos dóem mais do que ajudam. Não quando um cara que ela já deu um fora se torna o cara que ela não consegue parar de pensar. A linha entre o certo e o errado foi distorcida, e cruzá-la poderá resultar em um desastre… ou se tornar a melhor escolha que ela já imaginou fazer.
(crédito: retirado do SKOOB)

Natalie Sterling está cursando o último ano do ensino médio e o ano perfeito seria se mantivesse sua reputação de aluna e filha exemplar. Seu plano era ganhar as eleições para presidente do conselho estudantil, obter as melhores notas no colégio e no SAT (avaliação exigida para entrar na Universidade), e passar todo o tempo com sua melhor amiga Autumn assistindo a uma lista dos 100 melhores filmes clássicos.
Obviamente, nem tuda na vida ocorre conforme o planejado e de repente, Natalie se encontra perdendo o controle de tudo. Sua candidatura está ameaçada pelo popular, mas imbecil, jogador do time do colégio, Mike Domski; uma caloura chamada Spencer a reconhece por tê-la tido como babá anos atrás faz com que Natalie se sinta responsável por ela a cada confusão que a garota arranja;a relação entre ela e a melhor amiga está cada vez mais complicada desde que histórias do passado vêm à tona. E, claro, ela que sabe muito bem o quão é perigoso se apaixonar pelos garotos do ensino médio tem se sentido cada vez mais atraída pelo popular e lindo Connor Hughes! Será que Natalie saberá lidar com todos estes obstáculos e manter assim sua preciosa reputação?

Como tive folga na quarta-feira por ser aniversário da minha cidade, comecei a ler este livro e não parei mais até terminá-lo (li tão rápido que nem lembrei de anotar quotes para a resenha)! É um daqueles livros que a gente lê de uma vez só. Mas apesar de ser um livro bem bacana e gostoso de ler, devo confessar que esperava, não mais, mas algo diferente dele.
Logo no início da leitura pude perceber que a protagonista era uma personagem bem difícil. Ela é um tanto orgulhosa, controladora e certinha demais. Extremamente estudiosa, ela não se permite se divertir, só tem uma amiga e por isto que a controla o tempo todo para não perdê-la, e tem grande dificuldade em perceber seus erros. No começo eu relevei muito suas atitudes, pois acreditava que aos poucos ela cairia na real e iria mudando. Isto acontece, porém demora demais. E chegou uma hora que a paciência acabou e finalmente me permiti ficar  irritada  com as atitudes dela.
Contudo, há outros personagens que são interessantes. Especialmente, Spencer que apesar de ser um tanto vulgar e bem louquinha, é divertida e autêntica. Mesmo Natalie achando que é ela quem está cuidando de Spencer, é justamente o contrário que ocorre. Spencer a ajuda a se libertar. Assim como Connor Hughes que é um fofo e super paciente. Não é para qualquer um aguentar a Srta. Perfeição Sterling! rs.
A trama trata muito da questão da sexualidade na adolescência; a diferença entre a vulgaridade e valorização do próprio corpo; e sobre feminismo. Trata do perdão a si mesmo e aos outros, também sobre aceitação - dos erros e das diferenças - e o aprender a se permitir ser feliz! Não fim da leitura, a minha irritação pela protagonista se transformou em pena... Dizem que o pior cego é aquele que não quer enxergar, mas têm horas que a vida nos força a abrir os olhos.
De um modo geral, digo que gostei bastante da leitura. Foi divertida e reflexiva, só faltou ser apaixonante.

Literatura Estrangeira
Título Original: Not that kind of girl 
Editora: Novo Conceito
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 248
Categoria: Ficção
Idioma: Português
Nota: 4/5

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domingo, 24 de julho de 2011

"My name is memory" de Ann Brashares

"Sometimes love lasts more than one lifetime"


"I have fallen in love, and she is the one who endures. I killed her once and died for her many times and I still have nothing to show for it. I always search for her; I always remember her. I carry the hope that someday she will remember me".
(Eu me apaixonei, e ela é a única que resiste. Eu a matei uma vez e morri por ela muitas vezes e eu ainda não tenho nada para mostrar. Eu sempre procuro por ela, eu sempre me lembro dela. Eu carrego a esperança de que algum dia ela se lembrará de mim).


Sinopse: Desde o ano de 541 na África do Norte quando se encontraram pela primeira vez, Daniel passou séculos e séculos apaixonado pela mesma garota. Vida após vida, atravessando continentes e dinastias, ele e Sophia (apesar das mudanças de nome e forma) têm suas vidas cruzadas. E ele sempre se lembra de tudo. Daniel tem uma memória extraordinária, ele tem a capacidade de recordar todas as suas vidas passadas e reconhecer a alma daquele que lhe é previamente conhecido. É um dom e uma maldição.
Por todas as vezes que ele e Sophia se reencontram, eles também são dolorosamente, fatalmente, separados pelo destino. Um amor sempre muito curto.
Entrelaçado através do relacionamento entre Daniel e Sophia,  a narração intercala entre os dias de hoje e os vislumbres da extensa história dos dois pelo tempo. Desde 541 até 1918 na Inglaterra, e 1972 na Virginia (EUA), as duas almas compartilham um longo e torturante caminho de busca um pelo outro, outra e outra vez. Mas quando a jovem Sophia (na vida atual, chamada Lucy), finalmente começa a despertar para o segredo de seu passado, buscando compreender a verdadeira força  de toda sua atração pelo garoto estranho que parece carregar tanta tristeza no olhar, a misteriosa força que sempre os separam reaparece. Por fim, deverão desvendar o que está impedindo o amor, se esperam passar uma vida inteira finalmente juntos.
Uma mágica, comovente história de amor, "My name is memory" demonstra o poder e a resistência de uma união predestinada.

"It's hard enough to maintain your identity through a single life in a single body. Imagine dozens of lifes and dozens of bodies in dozens of places among dozens of families, futher complicated by dozens of deaths in between".

Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que:
- A sinopse acima foi retirada do SKOOB, traduzida e um pouco modificada por mim.
- Eu já comentei sobre o livro aqui no blog enquanto o lia na postagem "Li até a página 100 e...", e provavelmente vou repetir o que escrevi para reforçar minha opinião.

Dito isto, vamos à resenha!

Eu me apaixonei pelo livro. Esta foi a primeira vez que li uma obra de Ann Brashares e fiquei encantada. A autora narra de forma intensa e fascinante; cria personagens apaixonantes. E, me fez viajar no tempo junto com eles. Estas "viagens no tempo" são narradas em primeira pessoa pelo personagem, Daniel, como se ele estivesse realmente dividindo essas suas recordações com os leitores. Já o tempo presente a autora narra intercalando os pontos vistas entre os dois protagonistas.
Achei a história original, sem excesso de clichês, surpreendente e em alguns pontos um tanto agoniante pelo destino trágico de desencontros entre Sophia e Daniel. Se o livro estivesse em português, eu o teria devorado, mas como o li em inglês - e, confesso, não achei o nível muito fácil - então demorei um pouco para finalizá-lo.
O tema reencarnação é abordado neste livro de forma mais profunda e, não superficial como nos livros que tenho lido e que não contavam as histórias de seus protagonistas em suas vidas passadas. Além disso, a autora se preocupa em explicar detalhes, perguntas como: "Se eles têm corpos diferentes, como Daniel a reconhece?", "Eles voltam sempre com a mesma idade?", "Eles se reencontram em todas as vidas?", e etc. Todas estas questões, entre outras, as autora vai explicando já que todas elas são relevantes à história. Contudo, independente de religião, devemos lembrar que esta é uma linda e emocionante história de amor e assim como lemos "Crepúsculo" sem acreditar que vampiros existem, podemos muito bem ler um livro sobre vidas passadas sem necessariamente acreditar em reencarnação (o que confesso não ser o meu caso!), apenas o considerando como mais um livro sobrenatural. Principalmente, por que vale a pena lê-lo!
Há diversos trechos do livro que reli inúmeras vezes por ser tão romântico! É de dar inveja como Sophia é amada de forma tão intensa. Independente da forma física em que se encontram, ou idade e circunstância, são suas almas afins e o amor maior que tudo! Ai, ai... *suspiros*. Com certeza, entrou para lista de livros favoritos!
E, o final, bem... me deixou desesperada por mais. Mas, é claro, o livro tem continuação, pois se trata de uma série! Então, só me resta esperar.

"You have been with me from the very first life. You are my first memory every time, the single thread in all of my lives. It's you who makes me a person."
(Você está comigo desde minha primeira vida. Você é a minha primeira lembrança todas as vezes, o único segmento em todas as minhas vidas. É você que me torna uma pessoa).

Literatura Estrangeira
Editora: Penguin Group
Publicado em: 2010
Formato: Harcover
Número de páginas: 336
Categoria: Ficção
Idioma: Inglês
Nota: 5/5

Quero indicar também a resenha Marina Moura do blog "Minha vida por um livro" e da Niii do blog "Faz parte..." sobre este livro! São ótimas resenhas! =0)

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terça-feira, 12 de julho de 2011

"Dezesseis Luas" de Kami Garcia & Margaret Stohl

"Algumas paixões estão predestinadas... Outras são amaldiçoadas."


Ethan Wate mora em uma pequena cidade chamada Gaitlin, na Carolina do Sul, assim como toda uma geração da família Wate, desde o tataravô de seu tataravô.

"Havia dois tipos de gente na nossa cidade. (...) Os que estão condenados a ficar ou são burros demais para ir embora. Todos os outros acham um jeito de fugir."

Ele não queria ficar naquela cidade para sempre. Um lugar em que nada acontecia, onde todos se conheciam e nada jamais mudava. Ele mal sabia o quão estava errado, o quão pouco conhecia aquela cidade e aquelas pessoas que escondem muitos segredos; ele mal sabia o quanto tudo estava prestes a mudar.

Tudo começa com um sonho. Um sonho que se repete por várias noites desde o falecimento da mãe de Ethan, um sonho em que ele tentava, mas não conseguia salvar a garota que suplicava por sua ajuda. Suas mãos não a alcançava, ou não a segurava forte o suficiente, ele sempre a perdia. Ele não a via; não enxergava seu rosto.

As férias de verão acabam e chega o primeiro dia de aula. Há uma garota nova na cidade: é a sobrinha de Macon Ravenwood - o esquisito e recluso da cidade que mora em uma casa velha em ruínas na fazenda mais antiga de lá do qual ninguém tem a coragem de se aproximar, ninguém se atreve a cruzar os portões. E, antes mesmo que qualquer um pudesse impedir, Ethan já estava apaixonado pela garota tão diferente de todas as outras da sua escola, e cada vez mais ele deseja estar perto dela.
Contudo, sendo Lena Duchannes tão diferente, significa que não será aceita tão facilmente pelos cidadãos de Gaitlin. E quanto Ethan a defende e enfrenta a todos por ela, mais os moradores se rebelam contra a garota.

Como se não bastasse lutar contra uma cidade inteira e ainda por cima dentro de casa - nem o tio de Lena e nem a governanta supersticiosa que é como uma mãe para Ethan aprovam a relação dos dois -, Lena e Ethan ainda contam os dias, pois algo de terrível pode acontecer no aniversário de dezesseis anos de Lena... Para evitar que isto aconteça, mistérios têm de ser desvendados e segredos revelados.

Eu vi algumas críticas nada positivas sobre este livro por aí, assim como vi muitos elogios. Eu sou do grupo que apreciou o livro, mesmo não sendo o top das minhas leituras deste ano.
Acho que posso começar elogiando a capa, certo? Eu adorei! Parece que representa bem o clima da história.
A trama caminha, em alguns momentos, um tanto devagar, mas a achei muito interessante; gostei de ir desvendando os segredos de Gaitlin. Com seu suspense e mistério fiquei presa à leitura. E, tem o romance super FOFO!
Por fim, eu gostei dos personagens, tantos os protagonistas quanto os secundários. Ethan, como li numa resenha por aí, "é tudo o que uma mãe quer num filho". Mas tenho uma pequena crítica: a história parece tão focada no casal Ethan e Lena e tem tantos outros personagens legais que poderiam ter um pouco mais de destaque.
Contudo, este é um livro que eu recomendo, sim. E, com certeza, vou ler a continuação, já que se trata de outra série!

Literatura Estrangeira
Coleção Beautiful Creatures - Vol. 01
Título original: Beautiful Creatures (Caster Chronicles, #1)
Editora: Galera Record
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 485

Categoria: Ficção/ Romance Sobrenatural / YA
Idioma: Português
Saiba mais: SKOOB - GOODREADS
Nota: 4/5

Para não quem resisti, na Saraiva o livro está custando apenas R$ 19,90! Aproveitem!

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Fallen" de Lauren Kate


"Ela levantou os olhos para Daniel. Suas cores pareciam brilhantes também. Sua pele era dourada e, sob a luz, os olhos eram quase como a chuva. Luce observou - sentindo um misto de confusão e vergonha, e uma tentação maior ainda - enquanto Daniel subia a margem de volta. Um raio de sol passou por entre as árvores e envolveu sua silhueta com um brilho radiante. Como a água cintilava sob a luz do sol, quase parecia que Daniel tinha asas".

Sinopse: Há algo estranhamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso, ele captura a atenção de Luce Price desde o momento que ela o vê em seu primeiro dia no internato Sword & Cross, em Savannah, Georgia. Ele é o único brilho em um lugar onde celulares são proibidos, os outros alunos são toscos e câmeras de seguranças acompanham todos os movimentos. Mesmo que Daniel não queira nada com Luce, e faz com que isso fique bem claro, ela não consegue deixar pra lá. Atraída por ele como uma mariposa é atraída por uma chama, ela tem que descobrir o que Daniel está tão desesperado pra esconder, mesmo que isso possa matá-la.


Lucinda "Luce" Price é uma garota que apesar de doce e inteligente é considerada problemática e por muito tempo fez tratamento psiquiátrico. Isso porque há muitos anos ela é atormentada por sombras misteriosas que costumam aparecer sem motivo, hora ou lugar.
Quando um namoradinho da escola, Trevor, é morto em incêndio em um incidente que Luce estava presente, ela se encontra em uma situação delicada tendo que lidar com a investigação da polícia e, famílias e colegas desconfiados de que ela fora responsável pelo falecimento do garoto. Na verdade, ela pouco se lembra do que ocorreu naquela noite fatídica e se sente incerta de ser ou não realmente isenta da responsabilidade de tal fatalidade. É por conta deste fato ocorrido que Luce vai parar na Sword & Cross - um internato para adolescentes problemáticos em Savannah, na Geórgia. E lá, Luce conhece o misterioso e reservado Daniel, e também o prestativo e gentil, Cam.

Sua atração por Daniel é instântanea e, mesmo ele a tratando tão mal, ela sente como se já o conhecesse e sente um enorme magnetismo que a faz querer estar perto dele todo o tempo. Que eles se conhecem de vidas passadas não é surpresa para o leitor, já que o prólogo esclarece este detalhe. Este prólogo gerou polêmica, se bem me lembro, pois muitos disseram que seria mais interessante se fosse lido apenas ao final de toda história para manter o suspense. Eu não achei que alterou muito o fato tê-lo lido na ordem, acho que acrescenta informação e não tira todo o mistério.

O enredo de um modo geral é clichê e previsível, ainda assim no decorrer da leitura dúvidas surgiam e eu queria ler mais para descobrir as respostas. A maior destas perguntas se tratava das tais sombras que perseguem Luce, mas não posso negar que fiquei tremendamente decepcionada com a explicação. Talvez eu esperasse por algo grandioso demais, e me deparei com algo tão... sem graça.

Anjos caídos e vidas passadas são temas que me atraem e acho que é por isso que não descartei a série da minha lista de leituras. Apesar de achar que a autora poderia ter desenvolvido muito melhor a trama, não achei de todo uma leitura ruim, apenas mediana. Luce apesar de ser uma personagem, em muitos momentos, irritante, de certa forma é até suportável. Daniel não chega a ser um charme irresistível, mas da metade para o final ele vai ficando mais interessante. Cam foi o que mais me chamou atenção do começo ao fim e estou curiosa para ler o próximo livro por causa dele, confesso. E, há alguns personagens secundários que são carismáticos.
O desfecho me deixou curiosa, e então só me resta a esperança de que "Tormenta" seja melhor.

Literatura Estrangeira
Editora: Galera Record
Publicado em: 2010 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 406
Categoria: Ficção/ Romance Sobrenatural
Idioma: Português
Nota: 3/5

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Lonely Hearts Club" de Elizabeth Eulbergh


"Eu, Penny Lanne Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.
Tudo bem, talvez eu reconsidere essa decisão em dez anos, ou algo assim, (...), mas por hora, não quero mais saber de gaortos. São todos a escória da humanidade, mentirosos e traidores.
Sim, todos eles. A essência do mal.
Claro que alguns parecem ser legais, mas, assim que conseguem o que querem, dão o fora em você e partem para o próximo alvo.
Então, cansei.
Chega de namorar.
Fim."

Penny Lane Bloom cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota: John, Paul, George e Ringo.
E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única filiada do LONELY HEARTS CLUB - o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz.
O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver suas amigas mudarem completamente (quase sempre para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas.
Agora, Penny é idolatra por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

(sinopse do livro)


Antes de tudo, devo dizer que é praticamente impossível ler este livro e não ficar com vontade de ouvir as músicas dos Beatles! Especialmente para os apreciadores da banda, como eu. Durante toda a leitura, as músicas ficavam tocando na minha mente como uma trilha sonora, principalmente a canção "Penny Lane" já que é este o nome da protagonista. Inclusive, enquanto escrevo esta resenha a música toca no minha cabeça!

Dito isto, vamos ao livro:
Com toda certeza TODA garota - ou mulher - se identificará com a Penny ou qualquer outra integrante do Lonely Hearts Club, pois quem nunca teve um coração partido? Quem nunca viu seu príncipe encantado se transformar em um sapo? Quem nunca quis "se aposentar temporariamente" no amor? Mas, a pergunta mais importante é: e quem está ao nosso lado quando tudo isto acontece? Sim, as AMIGAS. Elas estão sempre por perto quando o tal ser do sexo masculino faz com a gente se sinta um lixo, não é? E elas levantam a nossa autoestima e fazem com que a gente se sinta importante no mundo. É sobre isto que se trata o clube criado por Penny. Não é um grupo de meninas despeitadas ou mal-amadas, mas um grupo de meninas que resolvem dizer: "Eu me amo e mereço algo melhor!". E elas se reunem todo sábado, escutam Beatles e ajudam uma as outras, não só a curar um coração partido, mas também a encontrar sua própria identidade e até tirar uma nota melhor naquela prova difícil.
Os personagens são carismáticos, a história é divertida e ainda há um romance SUPER fofo! Eu quero muito um cara como Ryan na minha vida! rs.

Resumidamente, posso dizer que este é o livro mais GRACINHA e FOFO que li este ano, e acho difícil algum outro livro desbancar este STATUS. Eu, praticamente, o li em apenas um dia, pois parecia impossível largá-lo. Sem dúvida, um livro super recomendado!

Literatura Estrangeira
Editora: Intrínseca
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 240
Categoria: Ficção/ Romance Infantojuvenil
Idioma: Português
Nota: 5/5

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Promessa de Sangue" de Richelle Mead


ATENÇÃO! ESTA RESENHA CONTÉM SPOILER PARA QUEM NÃO LEU O LIVRO ANTERIOR DA SÉRIE "ACADEMIA DE VAMPIROS".
LEIA AS RESENHAS DOS OUTROS LIVROS AQUI.

"Tudo o que importava naquela hora era o que meus olhos enxergavam diante de mim. (...) Não podia ser real. Não depois de todo este tempo.
Dimitri.
Eu o reconheci na mesma hora, muito embora ele estivesse... mudado.
(...) Mas havia semelhança suficiente para balançar meu coração, subjugar os meus sentidos e sentimentos. Minha estaca estava pronta. Tudo o que eu tinha que fazer para matá-lo era continuar a trajetória. Eu tinha a oportunidade em minhas mãos...
(...)
- Roza. - A voz possuía aquela mesma gravidade maravilhosa, o mesmo sotaque... só era mais gélida. - Você esqueceu a minha primeira lição: não hesite."
(p. 249/250)

Sinopse: A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma. Seu mundo desmoronou após o ataque dos temidosvampiros Strigoi à Escola São Vladimir e a transformação do seu amado Dimitri em um desses monstros.
Ciente de que deve cumprir a promessa feita a ele, a jovem guardiã parte rumo à Rússia para salvar Dimitri de seu sinistro destino. Neste quarto livro da série Academia de Vampiros, ela conhece Sidney, membro de um misterioso grupo de alquimistas, e juntas acabam chegando à casa dos Belikov - a família de Dimitri.
Com esse aparente golpe de sorte, a viagem de Rose parece não estar tão longe de seu desfecho. Contudo, uma série de revelações e imprevistos passa a enredá-la cada vez mais. A dampira percebe que não será tão simples assim completar sua missão e descobre que Lissa, sua melhor amiga, novamente corre perigo.
A quilômetros de distância de São Vladimir, será que Rose encontrará forças para destruir Dimitri? Ou vai se sacrificar para ter a chance de um amor imortal?


É difícil descrever meus sentimentos com relação a esta obra, pois ela despertou reações conflitantes em mim. Ao mesmo tempo que queria fechá-la e deixá-la de lado em alguns momentos, eu simplesmente não podia e não queria largá-la por ser tão viciante - como todos os outros livros da série. Eu precisava de mais, mesmo que isto doesse. Era como se a leitura causasse em mim exatamente o mesmo que Rose sentia por Dimitri.

Em muitos momentos senti meu coração se despedaçar... Seja pelo sofrimento de Rose e seus conflitos em levar ou não adiante seus planos de matar seu amado Dimitri, seja pelo reencontro dos dois e a decepção misturada com um tico de esperança que este acontecimento me causou. Rose é uma personagem forte e cheia de personalidade - se você acompanhou a série até aqui, sabe muito bem disto -, porém nesta trama ela demonstra sua maior fraqueza: Dimitri. Vê-la fraca e subjugada por seus sentimentos por ele é doloroso. E, encontrar um Dimitri tão mudado partiu meu coração. É agoniante. Contudo, Richelle fez o que tinha que fazer. Dimitri é um Strogoi e suas reações não podiam ser diferentes. E, obviamente, a autora não nos deixa totalmente sem esperança. E é por isto que quero tanto o próximo livro.

Depois de Rose e Dimitri - que são praticamente a razão de eu ler esta série - o personagem que mais se destaca a cada livro é Adrian. Ele está cada vez mais charmoso e apaixonante e eu cheguei a desejar em alguns momentos que Rose ficasse com ele. Não ficaria totalmente decepcionada se isto acontecesse. Só um pouquinho, mas não completamente.
Lissa nunca fez muita diferença para mim na história, mas todo mundo diz e eu concordo que nesta obra ela está bem... chata! Tinha vontade de pular estas partes do livro, pois tudo o que eu queria era mais e mais de "Rose e Dimitri". rs
Em suma, além da tensão da ação e do suspense, prepare seu coração que será partido em "Promessa de Sangue".

Literatura Estrangeira
Editora: Agir
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 448
Categoria: Ficção/
Idioma: Português
Nota: 5/5 ♥