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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Anna e o Beijo Francês" de Stephanie Perkins

"É possivel que lar seja uma pessoa e não um lugar?" (p. 195)


"Quero memorizar o seu cheiro, o toque de sua pele, um dos seus braços, agora contra o meu, e a solidez de seu corpo. Não importa o que aconteça, vou me lembrar disso pelo resto da minha vida.
Estudo o seu perfil. Os lábios, o nariz, os cílios. Ele é tão bonito.
(...)
O que é isto? É paixão? Ou outra coisa tudo junto? E é possível que me sinta assim por ele sem que os sentimentos sejam recíprocos?" (p. 141)


Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto - que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?
(retirado do skoob)

"Ele ajeita um lugar na cama e se deita. - Ai - ele diz.
- O que foi?
- Meu cinto. Seria estranho se...
Agradeço por ele não conseguir me ver corar. - Claro que não. - E ouço o desafivelar do cinto conforme ele o tira das calças. Coloca-o no chão de carvalho.
-Hummm - ele diz. - Seria estranho se...
- Sim.
- Ah, se liga. Não estou falando da calça. Só quero saber se posso entrar debaixo das cobertas. Aquela brisa é horrível." (p.140)

Stephanie Perkins não poderia ter escolhido um cenário mais perfeito como Paris, a Cidade Luz, para dar vida a esta história. E nem poderia ter criado uma protagonista tão carismática quanto a Anna e um par tão gentil e simpático para ela quanto o tal americano com sotaque britânico que vive na França, Étienne St. Clair.

A autora dá um tom leve e descontraído à narrativa que faz com se devore o livro e seja esta uma leitura rápida. Suas descrições de Paris são tão apaixonantes que uma vontade tão grande de estar lá surgiu em mim de forma tão intensa que até me deprimiu. Sempre tive vontade de conhecer a França, mas nunca tive interesse tão grande. Agora Paris está incluída em meus sonhos! Quero visitar cada museu e, assim como a persongem, fazer um pedido no Point Zéro, conhecer a livraria "Shakespeare & Company", além de Notre-Dame, Louvre, Panteão  e tomar um café feito pelos Franceses!

Voltando ao livro, o romance da trama é doce, a protagonista é divertida e espirituosa, e o apaixonante St. Clair me fez suspirar. Eu me identifiquei com a Anna em muitos momentos. O livro parecia que entraria para minha lista de favoritos, pois curti demais a leitura, entretanto chegou a um certo ponto na história que me decepcionei só um pouquinho com certas situações. Mas pensando bem, isto não foi tão ruim, pois significa que as coisas não ocorreram como eu imaginava e isto quebrou o que poderia ter sido óbvio e clichê, contudo tirou um pouco da magia do romance. Ainda assim, não tirou todo o brilho da leitura.
Este é um livro que eu leria de novo, pois acredito que me faria me apaixonar outra vez, por St. Clair e por Paris!

Quero uma edição deste livro em inglês, pois há erros de revisão e diagramação!

Literatura Estrangeira
Título original: Anna and the French Kiss
Editora: Novo Conceito
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 288
Categoria: Ficção
Idioma: Português
Nota: 5/5

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Eu fui a melhor amiga de Jane Austen" de Cora Harrison

"Jane disse que se for para eu ser heroína desta história, um herói surgirá no meu caminho..."


" - Acredito que, no fundo, você está mais interessada em escrever romances do que encontrar um jovem rapaz, Jane.
Jane não estava ouvindo. Retirou sua escrivaninha da gaveta, colocou-a sobre a mesa, e depois mergulhou a pena no tinteiro de chifre.
- O que está escrevendo agora? - perguntei, dirigindo-me ao outro lado para olhar sobre seu ombro. Jane não é igual a mim: sua escrita nunca é particular.
- Estou escrevendo um final feliz - respondeu com grande seriedade. - Decidi que todo bom romance precisa de um final feliz e este aqui provavelmente me será útil um dia." (p. 309)

Jane Austen está muito doente e seu cuidado tem sido negligenciado pela Sra. Cawley - a diretora do internato em que Jane e sua prima Jenny Cooper vivem. A aflição de Jenny pelo estado de saúde de sua prima é tão grande que a tímida e meiga menina decide que precisa avisar os tios - Sr. e Sra. Austen - a qualquer custo da situação em que se encontra a sua tão querida Jane, mesmo que Sra. Cawley a tenha proibido terminantemente de enviar qualquer aviso à família. Só resta a Jenny desafiar suas ordens, saindo escondida do internato durante a noite - arriscando sua vida e reputação - para colocar a carta no correio.

Percorrendo as escuras ruas de Southampton, fugindo de bêbados e estranhos, a assustada Jenny encontra um gentil cavalheiro para lhe resgatar. O Capitão Thomas Williams a acompanha até o correio e de volta ao internato garantindo a segurança da jovem após Jenny lhe explicar as aflições que fizeram a donzela se arriscar. Jenny fica encantada pelo cavalheiro, mas teria alguma chance de se reencontrarem novamente? E, se se reencontrassem, seria ele capaz de guardar seu segredo ou a arruínaria contando a todos o que fez?

Quando o Sr. e Sra. Austen tomam ciência do estado de Jane, imediatamente partem para buscá-la e ao chegar encontram também a sobrinha muito doente. Sendo Jenny órfã, assumem os cuidados para com a garota e autorizada pelo irmão mais velho, Edward-John - que seria o responsável legal por Jenny -, ela passa a morar com a família Austen.
Lá, ao lado de sua prima e melhor amiga Jane Austen - e em meio aos seus muitos primos -, Jenny será muito cortejada, participará de bailes e se apaixonará!

Estou encantada! Este livro é uma fofura do início ao fim. É uma leitura leve e agradável, com cavalheiros galanteadores, bailes e uma jovem - Jenny Cooper - aprendendo a se apaixonar; desde o sentir o coração palpitar, e até conhecer o ciúmes e a decepção. Claro que sua prima Jane a ajudará, sendo sua confidente e conselheira. Jane Austen é retratada neste livro do que jeito que gosto de imaginar que deveria ser: espirituosa, criativa, divertida e cheia de personalidade! Já Jenny é uma menina bonita, amável e tímida, e devo acrescentar, que se apaixona e desapaixona fácil! Mas, no fim, ela faz a escolha certa!

Acho importante deixar claro que é um livro infantojuvenil, os protagonistas são adolescentes e a história é contada em forma de um diário. Digo isto, pois eu meio que esperava outra coisa quando recebi o livro, o que me desanimou um pouco quando o iniciei, mas a leitura fluiu melhor quando fui me desapegando desta pequena frustração (eu nem tinha reparado que o livro faz parte do selo "Jovens Leitores" da Rocco!rsrs).

Obviamente, me deleitei em viver na casa dos Austens, ter Jane como melhor amiga e viver um romance tão doce, enquanto vivi como Jenny Cooper na leitura desta obra. E, enquanto lia, eu me perguntava todo o tempo o quanto da história seria criação da autora e o quanto teria sido real, portanto quando cheguei nas últimas páginas onde há a "nota do autor" fiquei maravilhada em descobrir o quanto da história foi realmente verdadeira. Muitos detalhes eu desconhecia, e fiquei desejando muito por uma biografia da autora para descobrir mais e mais. Não são só as criações literárias de Jane Austen que me fascinam, mas também sua própria história.

As páginas possuem ilustrações, que seriam os desenhos da própria personagem de Jenny Cooper. Achei uma gracinha! Vejam:



Literatura Estrangeira
Título original: I was Jane Austen's best friend: A secret diary
Editora: Rocco
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 320
Tradução: Dilma Machado
Classificação: Infantojuvenil
Idioma: Português
SKOOB - GoodReads
Nota: 4/5

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Não sou este tipo de garota" de Siobhan Vivian


"Perversa ou inofensiva?
Confiável ou hipócrita?
Controlada ou insensata?"

Sinopse: A vida é sobre suas decisões e escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de sempre fazer as melhores. Ela ignora os caras populares e babacas da escola, sempre ganha medalhas de honra e está prestes a ser a primeira estudante jovem a ser presidente do conselho estudantil em anos. Se apenas todas as outras garotas fossem tão sensíveis e fortes. Como o grupo de novatas que querem ser brinquedos dos jogadores de futebol. Ou sua melhor amiga, que tomou uma decisão idiota que quase arruinou sua vida. Mas ser sensível e forte não é fácil. Não quando uma brincadeira quase a faz ser expulsa. Não quando seus conselhos dóem mais do que ajudam. Não quando um cara que ela já deu um fora se torna o cara que ela não consegue parar de pensar. A linha entre o certo e o errado foi distorcida, e cruzá-la poderá resultar em um desastre… ou se tornar a melhor escolha que ela já imaginou fazer.
(crédito: retirado do SKOOB)

Natalie Sterling está cursando o último ano do ensino médio e o ano perfeito seria se mantivesse sua reputação de aluna e filha exemplar. Seu plano era ganhar as eleições para presidente do conselho estudantil, obter as melhores notas no colégio e no SAT (avaliação exigida para entrar na Universidade), e passar todo o tempo com sua melhor amiga Autumn assistindo a uma lista dos 100 melhores filmes clássicos.
Obviamente, nem tuda na vida ocorre conforme o planejado e de repente, Natalie se encontra perdendo o controle de tudo. Sua candidatura está ameaçada pelo popular, mas imbecil, jogador do time do colégio, Mike Domski; uma caloura chamada Spencer a reconhece por tê-la tido como babá anos atrás faz com que Natalie se sinta responsável por ela a cada confusão que a garota arranja;a relação entre ela e a melhor amiga está cada vez mais complicada desde que histórias do passado vêm à tona. E, claro, ela que sabe muito bem o quão é perigoso se apaixonar pelos garotos do ensino médio tem se sentido cada vez mais atraída pelo popular e lindo Connor Hughes! Será que Natalie saberá lidar com todos estes obstáculos e manter assim sua preciosa reputação?

Como tive folga na quarta-feira por ser aniversário da minha cidade, comecei a ler este livro e não parei mais até terminá-lo (li tão rápido que nem lembrei de anotar quotes para a resenha)! É um daqueles livros que a gente lê de uma vez só. Mas apesar de ser um livro bem bacana e gostoso de ler, devo confessar que esperava, não mais, mas algo diferente dele.
Logo no início da leitura pude perceber que a protagonista era uma personagem bem difícil. Ela é um tanto orgulhosa, controladora e certinha demais. Extremamente estudiosa, ela não se permite se divertir, só tem uma amiga e por isto que a controla o tempo todo para não perdê-la, e tem grande dificuldade em perceber seus erros. No começo eu relevei muito suas atitudes, pois acreditava que aos poucos ela cairia na real e iria mudando. Isto acontece, porém demora demais. E chegou uma hora que a paciência acabou e finalmente me permiti ficar  irritada  com as atitudes dela.
Contudo, há outros personagens que são interessantes. Especialmente, Spencer que apesar de ser um tanto vulgar e bem louquinha, é divertida e autêntica. Mesmo Natalie achando que é ela quem está cuidando de Spencer, é justamente o contrário que ocorre. Spencer a ajuda a se libertar. Assim como Connor Hughes que é um fofo e super paciente. Não é para qualquer um aguentar a Srta. Perfeição Sterling! rs.
A trama trata muito da questão da sexualidade na adolescência; a diferença entre a vulgaridade e valorização do próprio corpo; e sobre feminismo. Trata do perdão a si mesmo e aos outros, também sobre aceitação - dos erros e das diferenças - e o aprender a se permitir ser feliz! Não fim da leitura, a minha irritação pela protagonista se transformou em pena... Dizem que o pior cego é aquele que não quer enxergar, mas têm horas que a vida nos força a abrir os olhos.
De um modo geral, digo que gostei bastante da leitura. Foi divertida e reflexiva, só faltou ser apaixonante.

Literatura Estrangeira
Título Original: Not that kind of girl 
Editora: Novo Conceito
Publicado em: 2011
Formato: Brochura
Número de páginas: 248
Categoria: Ficção
Idioma: Português
Nota: 4/5

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domingo, 24 de julho de 2011

"My name is memory" de Ann Brashares

"Sometimes love lasts more than one lifetime"


"I have fallen in love, and she is the one who endures. I killed her once and died for her many times and I still have nothing to show for it. I always search for her; I always remember her. I carry the hope that someday she will remember me".
(Eu me apaixonei, e ela é a única que resiste. Eu a matei uma vez e morri por ela muitas vezes e eu ainda não tenho nada para mostrar. Eu sempre procuro por ela, eu sempre me lembro dela. Eu carrego a esperança de que algum dia ela se lembrará de mim).


Sinopse: Desde o ano de 541 na África do Norte quando se encontraram pela primeira vez, Daniel passou séculos e séculos apaixonado pela mesma garota. Vida após vida, atravessando continentes e dinastias, ele e Sophia (apesar das mudanças de nome e forma) têm suas vidas cruzadas. E ele sempre se lembra de tudo. Daniel tem uma memória extraordinária, ele tem a capacidade de recordar todas as suas vidas passadas e reconhecer a alma daquele que lhe é previamente conhecido. É um dom e uma maldição.
Por todas as vezes que ele e Sophia se reencontram, eles também são dolorosamente, fatalmente, separados pelo destino. Um amor sempre muito curto.
Entrelaçado através do relacionamento entre Daniel e Sophia,  a narração intercala entre os dias de hoje e os vislumbres da extensa história dos dois pelo tempo. Desde 541 até 1918 na Inglaterra, e 1972 na Virginia (EUA), as duas almas compartilham um longo e torturante caminho de busca um pelo outro, outra e outra vez. Mas quando a jovem Sophia (na vida atual, chamada Lucy), finalmente começa a despertar para o segredo de seu passado, buscando compreender a verdadeira força  de toda sua atração pelo garoto estranho que parece carregar tanta tristeza no olhar, a misteriosa força que sempre os separam reaparece. Por fim, deverão desvendar o que está impedindo o amor, se esperam passar uma vida inteira finalmente juntos.
Uma mágica, comovente história de amor, "My name is memory" demonstra o poder e a resistência de uma união predestinada.

"It's hard enough to maintain your identity through a single life in a single body. Imagine dozens of lifes and dozens of bodies in dozens of places among dozens of families, futher complicated by dozens of deaths in between".

Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que:
- A sinopse acima foi retirada do SKOOB, traduzida e um pouco modificada por mim.
- Eu já comentei sobre o livro aqui no blog enquanto o lia na postagem "Li até a página 100 e...", e provavelmente vou repetir o que escrevi para reforçar minha opinião.

Dito isto, vamos à resenha!

Eu me apaixonei pelo livro. Esta foi a primeira vez que li uma obra de Ann Brashares e fiquei encantada. A autora narra de forma intensa e fascinante; cria personagens apaixonantes. E, me fez viajar no tempo junto com eles. Estas "viagens no tempo" são narradas em primeira pessoa pelo personagem, Daniel, como se ele estivesse realmente dividindo essas suas recordações com os leitores. Já o tempo presente a autora narra intercalando os pontos vistas entre os dois protagonistas.
Achei a história original, sem excesso de clichês, surpreendente e em alguns pontos um tanto agoniante pelo destino trágico de desencontros entre Sophia e Daniel. Se o livro estivesse em português, eu o teria devorado, mas como o li em inglês - e, confesso, não achei o nível muito fácil - então demorei um pouco para finalizá-lo.
O tema reencarnação é abordado neste livro de forma mais profunda e, não superficial como nos livros que tenho lido e que não contavam as histórias de seus protagonistas em suas vidas passadas. Além disso, a autora se preocupa em explicar detalhes, perguntas como: "Se eles têm corpos diferentes, como Daniel a reconhece?", "Eles voltam sempre com a mesma idade?", "Eles se reencontram em todas as vidas?", e etc. Todas estas questões, entre outras, as autora vai explicando já que todas elas são relevantes à história. Contudo, independente de religião, devemos lembrar que esta é uma linda e emocionante história de amor e assim como lemos "Crepúsculo" sem acreditar que vampiros existem, podemos muito bem ler um livro sobre vidas passadas sem necessariamente acreditar em reencarnação (o que confesso não ser o meu caso!), apenas o considerando como mais um livro sobrenatural. Principalmente, por que vale a pena lê-lo!
Há diversos trechos do livro que reli inúmeras vezes por ser tão romântico! É de dar inveja como Sophia é amada de forma tão intensa. Independente da forma física em que se encontram, ou idade e circunstância, são suas almas afins e o amor maior que tudo! Ai, ai... *suspiros*. Com certeza, entrou para lista de livros favoritos!
E, o final, bem... me deixou desesperada por mais. Mas, é claro, o livro tem continuação, pois se trata de uma série! Então, só me resta esperar.

"You have been with me from the very first life. You are my first memory every time, the single thread in all of my lives. It's you who makes me a person."
(Você está comigo desde minha primeira vida. Você é a minha primeira lembrança todas as vezes, o único segmento em todas as minhas vidas. É você que me torna uma pessoa).

Literatura Estrangeira
Editora: Penguin Group
Publicado em: 2010
Formato: Harcover
Número de páginas: 336
Categoria: Ficção
Idioma: Inglês
Nota: 5/5

Quero indicar também a resenha Marina Moura do blog "Minha vida por um livro" e da Niii do blog "Faz parte..." sobre este livro! São ótimas resenhas! =0)

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terça-feira, 12 de julho de 2011

"Dezesseis Luas" de Kami Garcia & Margaret Stohl

"Algumas paixões estão predestinadas... Outras são amaldiçoadas."


Ethan Wate mora em uma pequena cidade chamada Gaitlin, na Carolina do Sul, assim como toda uma geração da família Wate, desde o tataravô de seu tataravô.

"Havia dois tipos de gente na nossa cidade. (...) Os que estão condenados a ficar ou são burros demais para ir embora. Todos os outros acham um jeito de fugir."

Ele não queria ficar naquela cidade para sempre. Um lugar em que nada acontecia, onde todos se conheciam e nada jamais mudava. Ele mal sabia o quão estava errado, o quão pouco conhecia aquela cidade e aquelas pessoas que escondem muitos segredos; ele mal sabia o quanto tudo estava prestes a mudar.

Tudo começa com um sonho. Um sonho que se repete por várias noites desde o falecimento da mãe de Ethan, um sonho em que ele tentava, mas não conseguia salvar a garota que suplicava por sua ajuda. Suas mãos não a alcançava, ou não a segurava forte o suficiente, ele sempre a perdia. Ele não a via; não enxergava seu rosto.

As férias de verão acabam e chega o primeiro dia de aula. Há uma garota nova na cidade: é a sobrinha de Macon Ravenwood - o esquisito e recluso da cidade que mora em uma casa velha em ruínas na fazenda mais antiga de lá do qual ninguém tem a coragem de se aproximar, ninguém se atreve a cruzar os portões. E, antes mesmo que qualquer um pudesse impedir, Ethan já estava apaixonado pela garota tão diferente de todas as outras da sua escola, e cada vez mais ele deseja estar perto dela.
Contudo, sendo Lena Duchannes tão diferente, significa que não será aceita tão facilmente pelos cidadãos de Gaitlin. E quanto Ethan a defende e enfrenta a todos por ela, mais os moradores se rebelam contra a garota.

Como se não bastasse lutar contra uma cidade inteira e ainda por cima dentro de casa - nem o tio de Lena e nem a governanta supersticiosa que é como uma mãe para Ethan aprovam a relação dos dois -, Lena e Ethan ainda contam os dias, pois algo de terrível pode acontecer no aniversário de dezesseis anos de Lena... Para evitar que isto aconteça, mistérios têm de ser desvendados e segredos revelados.

Eu vi algumas críticas nada positivas sobre este livro por aí, assim como vi muitos elogios. Eu sou do grupo que apreciou o livro, mesmo não sendo o top das minhas leituras deste ano.
Acho que posso começar elogiando a capa, certo? Eu adorei! Parece que representa bem o clima da história.
A trama caminha, em alguns momentos, um tanto devagar, mas a achei muito interessante; gostei de ir desvendando os segredos de Gaitlin. Com seu suspense e mistério fiquei presa à leitura. E, tem o romance super FOFO!
Por fim, eu gostei dos personagens, tantos os protagonistas quanto os secundários. Ethan, como li numa resenha por aí, "é tudo o que uma mãe quer num filho". Mas tenho uma pequena crítica: a história parece tão focada no casal Ethan e Lena e tem tantos outros personagens legais que poderiam ter um pouco mais de destaque.
Contudo, este é um livro que eu recomendo, sim. E, com certeza, vou ler a continuação, já que se trata de outra série!

Literatura Estrangeira
Coleção Beautiful Creatures - Vol. 01
Título original: Beautiful Creatures (Caster Chronicles, #1)
Editora: Galera Record
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 485

Categoria: Ficção/ Romance Sobrenatural / YA
Idioma: Português
Saiba mais: SKOOB - GOODREADS
Nota: 4/5

Para não quem resisti, na Saraiva o livro está custando apenas R$ 19,90! Aproveitem!

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Fallen" de Lauren Kate


"Ela levantou os olhos para Daniel. Suas cores pareciam brilhantes também. Sua pele era dourada e, sob a luz, os olhos eram quase como a chuva. Luce observou - sentindo um misto de confusão e vergonha, e uma tentação maior ainda - enquanto Daniel subia a margem de volta. Um raio de sol passou por entre as árvores e envolveu sua silhueta com um brilho radiante. Como a água cintilava sob a luz do sol, quase parecia que Daniel tinha asas".

Sinopse: Há algo estranhamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso, ele captura a atenção de Luce Price desde o momento que ela o vê em seu primeiro dia no internato Sword & Cross, em Savannah, Georgia. Ele é o único brilho em um lugar onde celulares são proibidos, os outros alunos são toscos e câmeras de seguranças acompanham todos os movimentos. Mesmo que Daniel não queira nada com Luce, e faz com que isso fique bem claro, ela não consegue deixar pra lá. Atraída por ele como uma mariposa é atraída por uma chama, ela tem que descobrir o que Daniel está tão desesperado pra esconder, mesmo que isso possa matá-la.


Lucinda "Luce" Price é uma garota que apesar de doce e inteligente é considerada problemática e por muito tempo fez tratamento psiquiátrico. Isso porque há muitos anos ela é atormentada por sombras misteriosas que costumam aparecer sem motivo, hora ou lugar.
Quando um namoradinho da escola, Trevor, é morto em incêndio em um incidente que Luce estava presente, ela se encontra em uma situação delicada tendo que lidar com a investigação da polícia e, famílias e colegas desconfiados de que ela fora responsável pelo falecimento do garoto. Na verdade, ela pouco se lembra do que ocorreu naquela noite fatídica e se sente incerta de ser ou não realmente isenta da responsabilidade de tal fatalidade. É por conta deste fato ocorrido que Luce vai parar na Sword & Cross - um internato para adolescentes problemáticos em Savannah, na Geórgia. E lá, Luce conhece o misterioso e reservado Daniel, e também o prestativo e gentil, Cam.

Sua atração por Daniel é instântanea e, mesmo ele a tratando tão mal, ela sente como se já o conhecesse e sente um enorme magnetismo que a faz querer estar perto dele todo o tempo. Que eles se conhecem de vidas passadas não é surpresa para o leitor, já que o prólogo esclarece este detalhe. Este prólogo gerou polêmica, se bem me lembro, pois muitos disseram que seria mais interessante se fosse lido apenas ao final de toda história para manter o suspense. Eu não achei que alterou muito o fato tê-lo lido na ordem, acho que acrescenta informação e não tira todo o mistério.

O enredo de um modo geral é clichê e previsível, ainda assim no decorrer da leitura dúvidas surgiam e eu queria ler mais para descobrir as respostas. A maior destas perguntas se tratava das tais sombras que perseguem Luce, mas não posso negar que fiquei tremendamente decepcionada com a explicação. Talvez eu esperasse por algo grandioso demais, e me deparei com algo tão... sem graça.

Anjos caídos e vidas passadas são temas que me atraem e acho que é por isso que não descartei a série da minha lista de leituras. Apesar de achar que a autora poderia ter desenvolvido muito melhor a trama, não achei de todo uma leitura ruim, apenas mediana. Luce apesar de ser uma personagem, em muitos momentos, irritante, de certa forma é até suportável. Daniel não chega a ser um charme irresistível, mas da metade para o final ele vai ficando mais interessante. Cam foi o que mais me chamou atenção do começo ao fim e estou curiosa para ler o próximo livro por causa dele, confesso. E, há alguns personagens secundários que são carismáticos.
O desfecho me deixou curiosa, e então só me resta a esperança de que "Tormenta" seja melhor.

Literatura Estrangeira
Editora: Galera Record
Publicado em: 2010 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 406
Categoria: Ficção/ Romance Sobrenatural
Idioma: Português
Nota: 3/5

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Lonely Hearts Club" de Elizabeth Eulbergh


"Eu, Penny Lanne Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.
Tudo bem, talvez eu reconsidere essa decisão em dez anos, ou algo assim, (...), mas por hora, não quero mais saber de gaortos. São todos a escória da humanidade, mentirosos e traidores.
Sim, todos eles. A essência do mal.
Claro que alguns parecem ser legais, mas, assim que conseguem o que querem, dão o fora em você e partem para o próximo alvo.
Então, cansei.
Chega de namorar.
Fim."

Penny Lane Bloom cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota: John, Paul, George e Ringo.
E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única filiada do LONELY HEARTS CLUB - o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz.
O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver suas amigas mudarem completamente (quase sempre para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas.
Agora, Penny é idolatra por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

(sinopse do livro)


Antes de tudo, devo dizer que é praticamente impossível ler este livro e não ficar com vontade de ouvir as músicas dos Beatles! Especialmente para os apreciadores da banda, como eu. Durante toda a leitura, as músicas ficavam tocando na minha mente como uma trilha sonora, principalmente a canção "Penny Lane" já que é este o nome da protagonista. Inclusive, enquanto escrevo esta resenha a música toca no minha cabeça!

Dito isto, vamos ao livro:
Com toda certeza TODA garota - ou mulher - se identificará com a Penny ou qualquer outra integrante do Lonely Hearts Club, pois quem nunca teve um coração partido? Quem nunca viu seu príncipe encantado se transformar em um sapo? Quem nunca quis "se aposentar temporariamente" no amor? Mas, a pergunta mais importante é: e quem está ao nosso lado quando tudo isto acontece? Sim, as AMIGAS. Elas estão sempre por perto quando o tal ser do sexo masculino faz com a gente se sinta um lixo, não é? E elas levantam a nossa autoestima e fazem com que a gente se sinta importante no mundo. É sobre isto que se trata o clube criado por Penny. Não é um grupo de meninas despeitadas ou mal-amadas, mas um grupo de meninas que resolvem dizer: "Eu me amo e mereço algo melhor!". E elas se reunem todo sábado, escutam Beatles e ajudam uma as outras, não só a curar um coração partido, mas também a encontrar sua própria identidade e até tirar uma nota melhor naquela prova difícil.
Os personagens são carismáticos, a história é divertida e ainda há um romance SUPER fofo! Eu quero muito um cara como Ryan na minha vida! rs.

Resumidamente, posso dizer que este é o livro mais GRACINHA e FOFO que li este ano, e acho difícil algum outro livro desbancar este STATUS. Eu, praticamente, o li em apenas um dia, pois parecia impossível largá-lo. Sem dúvida, um livro super recomendado!

Literatura Estrangeira
Editora: Intrínseca
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 240
Categoria: Ficção/ Romance Infantojuvenil
Idioma: Português
Nota: 5/5

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Promessa de Sangue" de Richelle Mead


ATENÇÃO! ESTA RESENHA CONTÉM SPOILER PARA QUEM NÃO LEU O LIVRO ANTERIOR DA SÉRIE "ACADEMIA DE VAMPIROS".
LEIA AS RESENHAS DOS OUTROS LIVROS AQUI.

"Tudo o que importava naquela hora era o que meus olhos enxergavam diante de mim. (...) Não podia ser real. Não depois de todo este tempo.
Dimitri.
Eu o reconheci na mesma hora, muito embora ele estivesse... mudado.
(...) Mas havia semelhança suficiente para balançar meu coração, subjugar os meus sentidos e sentimentos. Minha estaca estava pronta. Tudo o que eu tinha que fazer para matá-lo era continuar a trajetória. Eu tinha a oportunidade em minhas mãos...
(...)
- Roza. - A voz possuía aquela mesma gravidade maravilhosa, o mesmo sotaque... só era mais gélida. - Você esqueceu a minha primeira lição: não hesite."
(p. 249/250)

Sinopse: A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma. Seu mundo desmoronou após o ataque dos temidosvampiros Strigoi à Escola São Vladimir e a transformação do seu amado Dimitri em um desses monstros.
Ciente de que deve cumprir a promessa feita a ele, a jovem guardiã parte rumo à Rússia para salvar Dimitri de seu sinistro destino. Neste quarto livro da série Academia de Vampiros, ela conhece Sidney, membro de um misterioso grupo de alquimistas, e juntas acabam chegando à casa dos Belikov - a família de Dimitri.
Com esse aparente golpe de sorte, a viagem de Rose parece não estar tão longe de seu desfecho. Contudo, uma série de revelações e imprevistos passa a enredá-la cada vez mais. A dampira percebe que não será tão simples assim completar sua missão e descobre que Lissa, sua melhor amiga, novamente corre perigo.
A quilômetros de distância de São Vladimir, será que Rose encontrará forças para destruir Dimitri? Ou vai se sacrificar para ter a chance de um amor imortal?


É difícil descrever meus sentimentos com relação a esta obra, pois ela despertou reações conflitantes em mim. Ao mesmo tempo que queria fechá-la e deixá-la de lado em alguns momentos, eu simplesmente não podia e não queria largá-la por ser tão viciante - como todos os outros livros da série. Eu precisava de mais, mesmo que isto doesse. Era como se a leitura causasse em mim exatamente o mesmo que Rose sentia por Dimitri.

Em muitos momentos senti meu coração se despedaçar... Seja pelo sofrimento de Rose e seus conflitos em levar ou não adiante seus planos de matar seu amado Dimitri, seja pelo reencontro dos dois e a decepção misturada com um tico de esperança que este acontecimento me causou. Rose é uma personagem forte e cheia de personalidade - se você acompanhou a série até aqui, sabe muito bem disto -, porém nesta trama ela demonstra sua maior fraqueza: Dimitri. Vê-la fraca e subjugada por seus sentimentos por ele é doloroso. E, encontrar um Dimitri tão mudado partiu meu coração. É agoniante. Contudo, Richelle fez o que tinha que fazer. Dimitri é um Strogoi e suas reações não podiam ser diferentes. E, obviamente, a autora não nos deixa totalmente sem esperança. E é por isto que quero tanto o próximo livro.

Depois de Rose e Dimitri - que são praticamente a razão de eu ler esta série - o personagem que mais se destaca a cada livro é Adrian. Ele está cada vez mais charmoso e apaixonante e eu cheguei a desejar em alguns momentos que Rose ficasse com ele. Não ficaria totalmente decepcionada se isto acontecesse. Só um pouquinho, mas não completamente.
Lissa nunca fez muita diferença para mim na história, mas todo mundo diz e eu concordo que nesta obra ela está bem... chata! Tinha vontade de pular estas partes do livro, pois tudo o que eu queria era mais e mais de "Rose e Dimitri". rs
Em suma, além da tensão da ação e do suspense, prepare seu coração que será partido em "Promessa de Sangue".

Literatura Estrangeira
Editora: Agir
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 448
Categoria: Ficção/
Idioma: Português
Nota: 5/5 ♥

domingo, 15 de maio de 2011

"O Rei do Ferro" de Julie Kagawa


"(...) - Gosto de conhecer meus inimigos antes de começar o combate. Descobrir seus pontos fortes e fraquezas.
- Não estamos em combate...
- Nem todo combate é travado com espadas. - Ash voltou para a cama, pegando a espada e examinando a lâmina. - As emoções podem ser armas letais, (...) você faria qualquer coisa para encontrar seu irmão. Correria perigo, negociaria com o inimigo, abriria mão de sua liberdade, faria qualquer coisa para salvá-lo. E provavelmente faria a mesma coisa por seus amigos, ou por qualquer pessoa de quem gostasse. A lealdade é seu ponto fraco, e seus inimigos certamente o usarão contra você. Essa é sua fraqueza, princesa. O aspecto mais perigoso de sua vida.
- E daí? (...) - Tudo que está me dizendo é que eu não trairia meus amigos e minha família. Se isso é fraqueza, quero ser fraca."
(p.224/225)

Meghan Chase está prestes a completar dezesseis anos e tudo o que mais deseja é tirar sua carteira de aprendiz de motorista. Desde o desaparecimento do pai há dez anos, Meg e a mãe - que casou-se novamente e teve um filho - moram em uma cidadezinha na Lousiana. E até então a vida de Meg é simples e normal. Ela é apaixonada pelo bonito e popular capitão do time de futebol do colégio que nem repara em sua existência e tem um melhor amigo chamado Robbie. Entretanto, quanto mais o seu aniversário se aproxima, mais coisas estranhas começam a acontecer tanto na escola quanto em sua própria casa.
Quando, finalmente chega o esperado dia, tudo vira de cabeça para baixo. Após um dia estranho, Meg chega a sua casa e vê sua mãe caída no chão da cozinha e sua irmão com um comportamento muito estranho. Apesar de estar bem e de dizer ter sido um pequeno "acidente", a mãe de Meg é levada ao hospital pelo marido e Meg fica com o irmão Ethan, que sempre fora tão amável e de repente apresenta um comportamento muito agressivo.
Robbie, então, aparece com sua garrafa de champagne e pronto para comemorar o aniversário de sua amiga, mas quando descobre o que está ocorrendo, parece muito preocupado  e decidi contar a verdade a Meg... A verdade, entretanto, é quase inacreditável.
Robbie conta sobre a Terra da Fadas, onde o verdadeiro irmãozinho - que fora raptado e substituído por um Changeling, que é a prole de um encantado que é colocado no lugar de uma criança humana - se encontra, um lugar cheio de seres encantados, como elfos, fadas, gnomos, duendes, ogros, sereias... Conta sobre sua verdadeira identidade: ele é Robbie Goodfellow, também muito conhecido por Puck, e trabalha para o Rei Oberon e Rainha Titania da Corte Seelie. O pequeno Ethan só poderia estar na Corte Unseelie, liderada pela cruel Rainha Mab, Senhora da Corte de Inverno, Rainha do Ar e da Escuridão.
E aí que a aventura começa! Meg está determinada a encontrar o irmãozinho e trazê-lo de volta para casa.

Eu comecei a ler sem grandes expectativas, e pela leitura das primeiras páginas achei que o livro seria "mais do mesmo". Eu nem tinha ideia do que realmente encontraria no livro, já que foram pouquíssimas as resenhas sobre ele que encontrei pelos blogs literários. Não esperava por algo tão mágico.
Os encantados deste livro me encantaram. Deixaram-me sem fôlego e apaixonada. Sem fôlego com tanta aventura, e apaixonada por cada personagem, especialmente o Príncipe da Corte de Inverno, Ash.

"Os dedos dele apertaram os meus e me puxaram para frente. Assustada e desequilibrada, levantei a cabeça para encará-lo, e foi quando ele me beijou." (p.282)

Apesar de Meg cometer umas burradas de vez em quando, e de me deixar muito apreensiva toda vez que fazia algum acordo ou promessa a um ser encantado (na Terra das Fadas promessas não são quebradas!), eu gostei dela por ser determinada e leal.
Puck também é um personagem incrível; divertido, matreiro, e sempre o protetor de Meg.
O livro é um conto de fada: uma menina que tinha um vida medíocre, descobre ser princesa em um mundo encantado, conhece um príncipe de uma Corte inimiga e eles se apaixonam... Acho que é por isto que este livro se tornou meu favorito. Eu não resisto a um conto de fada.
Entretanto, a história não se resume a isto. Acontece tanta, tanta coisa que mesmo que eu quisesse contar resumidamente, eu  não daria conta. Até a metade do livro eu não fazia a menor ideia do porquê do título do livro, e são tantas as reviravoltas na história que fica impossível de prever qualquer coisa.
Não vejo a hora de ter "A Filha de Ferro" em minhas mãos para devorar, como fiz com este! Sinto uma saudade enorme de cada personagem e me aventurei tanto na trama que se eu não tivesse uma pilha imensa de livros para ler, eu iria relê-lo.
Super recomendo!

Se você é fã de Shakespeare, deve ter reparado em um detalhe: alguns personagens são os mesmos de "Sonho de uma noite de verão". Oberon, Titania, Puck... Eu li esta história, mas faz tanto tempo, que não me recordo muito bem. Fiquei com vontade de reler qualquer dia desses.

Este livro faz parte de um trilogia chamada "Os encantados de ferro" (The Iron Fey):

01. O Rei do Ferro (The Iron King);
02. A Filha do Ferro (The Iron Daughter) - lançamento previsto para Julho de 2011;
03. The Iron Queen - sem tradução e previsão de lançamento no Brasil.

Literatura Estrangeira
Editora: Underworld
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 349
Categoria: Ficção/ Infantojuvenil
Idioma: Português
Nota: 5/5 ♥

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Em chamas" de Suzanne Collins


Esta resenha contém SPOILERS para quem não o primeiro livro da trilogia!  Se desejar, leia a resenha do primeiro livro "Jogos Vorazes" AQUI!


Sinopse: Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. 
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.


Quando terminei de ler o primeiro livro da trilogia chamado "Jogos Vorazes" (The Hunger Games) tive aquela sensação desesperadora de ansiedade pelo próximo livro, e agora que finalmente pude ler a sequência "Em chamas" (Catching Fire) esta mesma sensação me assoma. Preciso desesperadamente do próximo e último livro "Mockingjay". Além, é claro, da terrível depressão pós-livro que sempre surge quando finalizo a leitura de uma obra que gosto demais!
Estes sentimentos vem à tona porque há vários elementos na obra que eu adoro: a narrativa de Suzanne Collins é envolvente - é fácil adentrar a história e esquecer completamente do mundo -, dá o tom certo de dramaticidade a trama e faz dos conflitos psicólogicos de Katniss muito verossímeis. Eu adoro o enrendo que traz uma bagagem crítica  à sociedade e adoro como podemos fazer um reflexão disto, afinal quem disse que não se pode mudar as regras do jogo? Quem disse que temos que simplesmente aceitar? Quem disse que não há outros caminhos e que não há esperança? Eu ainda não finalizei a trilogia, mas tenho esperanças por Panem. Em um gesto simples e corajoso, Katniss transforma Panem, dá esperança a população cansada, maltrada, ferida - de todas formas - dos distritos e cria, inconscientemente, uma rebelião. Sendo o seu tordo usado nos Jogos o símbolo desta revolução.
O desfecho do enrendo é eletrizante. Seu final é chocante e totalmente inesperado! E, como eu já disse, me deixou doente pela continuação!

"Só quero passar todos os minutos possíveis do resto da minha vida com você". Peeta (p. 258)

Por fim, há o romance. O triângulo amoroso que divide os leitores em "Team Peeta" e "Team Gale". Sou "Team Peeta" assumida! E devo dizer que ele, neste livro, está ainda mais e mais apaixonante. Eu realmente espero não me decepcionar no fim desta trilogia. E, se há algo que me irritou um pouco durante a leitura é a indecisão de Katniss. Também acreditei que conheceria melhor Gale, e não foi o que aconteceu.
Devo avisá-los que este segundo livro possui um ritmo diferente do primeiro. A obra que é dividida em três partes: "A fagulha", "O massacre" e "O inimigo", só terá ação após a terceira parte. Até lá, o ritmo é tanto morno quando comparado ao "Jogos Vorazes". Mas ainda assim, devorei o livro, não consegui largá-lo um minuto sequer - com exceção para cumprir certas obrigações da vida, tipo trabalhar, affff... - pois é simplesmente viciante! Esta trilogia faz parte dos meus favoritos e eu super recomendo!

" - Ninguém realmente precisa de mim - diz ele, e não há nenhuma autocomiseração na voz dele. (...) Percebo que apenas uma pessoa ficará irreversivelmente devastada pela morte de Peeta. Eu.
- Eu preciso - digo. - Eu preciso de você. (...) Então, antes que ele possa falar, paro os lábios dele com um beijo." (p. 373)

Literatura Estrangeira
Editora: Rocco
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 416
Categoria: Jovem Adulto / Ficção
Idioma: Português
Nota: 5/5

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Crescendo" de Becca Fitzpatrick


Nora deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch (quem, título à parte, pode ser descrito como qualquer coisa, menos angelical), e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Marcie Millar. Sem contar que Nora é assombrada por imagens de seu pai e ela fica obcecada querendo descobrir o que realmente aconteceu com ele naquela noite em que ele partiu para Portland e nunca voltou para casa. Quanto mais Nora se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o porquê de ela estar em perigo com mais freqüência do que as garotas normais. Já que Patch não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Nora em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Patch ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar?

Eu comprei "Crescendo", pois após ler várias resenhas negativas - depois de tantas resenhas positivas sobre o primeiro livro da série, "Sussurro" - eu sabia que precisava tirar minhas próprias conclusões. Mas o livro chegou e não eu estava muito animada a lê-lo. O que me fez não resistir a ele foi... bem, o cheiro. rs. Sim, eu sei que sou louca, mas eu adoro cheiro de livro novo, e especificamente neste, fiquei viciada. Eu o pegava toda a hora para sentir novamente o cheirinho, e então no fim, decidi lê-lo (tudo bem, podem mandar me internar)!

Para minha surpresa, o livro foi muito melhor que eu esperava. Na minha opinião,  este segundo livro está ainda até melhor que o primeiro. Ao contrário da maioria, eu não me irritei com a Nora, eu dei é muitas risadas! Eu nunca iria imaginar que Nora se meteria em briga,  invadiria lugares e pularia da janela! Tudo bem, a Nora continua obsessiva pelo Patch, mas sem deixar totalmente de viver. E se vocês querem realmente saber, foi ele quem me irritou a história toda. A tipinho "bad boy" dele podia até ser sexy no livro anterior, porém neste segundo livro perdeu o encanto para mim... Lógico que ao fim suas atitudes são todas justificadas. O desfecho, por sinal, é bem clichê, mas ainda assim me deixou curiosa para ler o próximo, "Silence".
A leitura continua envolvente, não foi nenhum sacrifício para mim lê-lo até o fim, e o fiz em dois dias.

As opiniões sobre a obra tem sido muito divergente pelos blogueiros, portanto eu digo, especialmente para quem leu o primeiro livro e gostou, que leia também este segundo para tirar suas próprias conclusões.

Literatura Estrangeira
Editora: Intrínseca
Publicado em: 2011 / 1ª Edição
Formato: Brochura
Número de páginas: 288
Categoria: Ficção/ Sobrenatural
Idioma: Português
Nota: 5/5


*A sinopse foi retirada do site skoob, estou meio que com preguiça de escrever, desculpem.
* Eu REALMENTE esqueci esta semana do TOP 10!! Semana que vem, sem falta, eu vou postar!

terça-feira, 22 de março de 2011

"Leaving Paradise" de Simone Elkeles


"Are you following me?" she asks, but doesn't meet my gaze.
"Yeah", I say.
"Why?"
"Honestly?"
She looks at me, her eyebrows raised.
I give her the only honest ans true answer I have.
"You're where I want to be" (p. 203)

Caleb Becker e Maggie Armstrong são vizinhos e se conhecem desde... bem, sempre. A melhor amiga de Maggie, Leah, é irmã gêmea de Caleb e suas mães também sempre foram bem próximas.
Quando crianças enquanto Caleb e Maggie brincavam, acidentalmente ela quebra um vaso muito valioso da mãe dele e ele assumi a culpa por ela. Desde aquele dia, Caleb se tornou um herói para ela que, então, por ele se apaixona platonicamente e isto perdura por anos, pois ele nunca a viu além de uma amiga. Além disso, ele namora ninguém menos que a linda e popular (e uma nojenta de uma vaca, devo acrescentar!), Kendra.

Em uma noite em que todos eles estavam em uma festa, Maggie decidi confrontá-lo e contar a ele não só sobre seus próprios sentimentos como também revelar que a sua estonteante namorada o trai. Entretanto, ele não aceita a verdade, eles brigam, ele a ameaça. Na mesma noite, Maggie é atropelada e abandonada sem assistência na estrada.

Um ano depois, Caleb retorna a cidade de Paradise, após ser liberado da prisão juvenil - pois foi condenado por dirigir embriagado, causando o acidente, e depois fugir - e tendo apenas que cumprir por mais alguns meses serviço comunitário. Ele está ansioso em retormar sua vida, mas muita coisa mudou - ele mudou - e não é nada fácil lidar com os problemas em que sua família se encontra, mas que fingem não existir, como uma irmã que vive como uma morta-viva, tracafiada dentro de casa, e usando somente roupas pretas e maquiagens escuras. As mães de seus amigos que não o aceitam por acreditar que ele não seja boa influência, e entre muitos outros problemas, o maior que Caleb terá que lidar é Maggie Armstrong.

O acidente deixou sequelas na perna esquerda dela, e após muitas e muitas cirurgias e fisioterapia, ela ficou manca e com horrendas cicatrizes na perna. Ela odeia Caleb. Não só pelas consequências do acidente que destriu seu sonho de jogar tênis, mas também por tê-la abandonado na estrada e não socorrê-la, após tantos anos que se conhecem. Ela quer ir embora de Pardise, quer estudar na Espanha, mas sua bolsa foi revogada e agora terá que trabalhar para conseguir o dinheiro para pagar os estudos. Mas isto significa que terá suportar a presença do cara que mais detesta, pois Caleb cumpri seu serviço comunitário na casa da mesma senhora que ofereceu o emprego com excelente salário para Maggie.

"(...) Wind makes the leaves of the trees rustle as if they're talking to each other. I look up at the old oak. In few months those talking leaves will fall to the ground and die, only to be replaced by new leaves and new gossip.
Right now I feel like an old leaf. I went away, and deep inside a part of me has died (...)." (p.44)

Levei cerca de três dias para ler este livro, mas tenho certeza que se fosse em português eu o teria lido em poucas horas. Eu amei! Amei Caleb e amei toda a história. Tem alguns poucos clichês e de modo geral um enredo simples, não vou negar, mas também tem uma história com suas de reviravoltas e surpresas, um desfecho aqueles que me deixou doidinha pela continuação (sim, eu já comecei a ler o segundo livro!). A obra desperta emoções e nos envolve totalmente na trama. Juro que me peguei pensando na história durante todo o dia enquanto trabalhava: nos problemas dos personagens e na força que eles os enfrentam de suas próprias maneiras; na discriminação que sofrem e como cada um lida com isto.  Eles são personagens muito reais. Não há como não se compadecer pelos dois, assim como não tem como não querer estapear Kendra e Leah por suas atitudes!
Esta é uma bela história de amor que entrou para minha lista de favoritos. Eu recomendo! Se tiverem a oportunidade, leiam e se apaixonem por Caleb também!

Literatura Estrangeira
Título original: Leaving Paradise
Editora: Flux
Publicado em: 2010 / 1ª Edição
Formato: Paperback
Número de páginas: 303
Categoria: Ficção norte-americana
Idioma: Inglês
Nota: 5/5 ♥